Simony, que enfrentou um câncer de intestino entre 2022 e 2023, desabafou sobre as críticas de pessoas que culpam os pacientes pela doença. Em suas redes sociais, a cantora costuma compartilhar diversos momentos de sua rotina com seus mais de dois milhões de seguidores.
“Não culpe quem está doente. É doloroso e profundamente injusto quando alguém insinua ou afirma diretamente que uma pessoa com câncer é culpada por sua própria doença, sugerindo que o câncer é uma consequência de mágoas guardadas ou de uma suposta incapacidade de perdoar. Essa perspectiva não apenas falta com a verdade, mas também é cruel, pois ignora a complexidade e a multifatorialidade dessa doença devastadora”, começou ela.




Simony seguiu o relato afirmando que o câncer pode ter diversas causas. “A ideia de que uma pessoa causou seu câncer por meio de seus sentimentos ou emoções é uma distorção perigosa. A ciência nos mostra que o câncer resulta de uma combinação de fatores, como genética, exposição a substâncias cancerígenas, estilo de vida e, muitas vezes, fatores além do controle da pessoa. Reduzir tudo isso a uma questão de culpa pessoal é desumanizante e cruel. Quando alguém é responsabilizado por sua doença, isso agrava o sofrimento emocional já intenso que acompanha um diagnóstico de câncer. Ao invés de oferecer empatia e suporte, essa acusação cria uma barreira de isolamento e vergonha, levando a pessoa a se sentir ainda mais vulnerável e sozinha em sua luta”.
Por fim, a cantora afirmou que pessoas doentes precisam de empatia. “Essa postura também reflete uma falta de compreensão sobre a natureza do perdão e do processo de cura emocional. Perdoar é uma jornada pessoal, que pode ser complexa e demorada, e que nem sempre tem um impacto direto na saúde física. Colocar a responsabilidade da doença nas costas do paciente é impor uma carga emocional desnecessária, que pode dificultar ainda mais o processo de enfrentamento da doença. Culpabilizar alguém por seu câncer é uma forma de violência emocional que desconsidera a realidade dos fatos e as necessidades do paciente. O que essas pessoas precisam é de apoio incondicional, compreensão e compaixão, não de julgamentos injustos e acusações infundadas. A luta contra o câncer já é árdua o suficiente, e cada pessoa merece ser tratada com dignidade e respeito, sem carregar o peso de uma culpa que não lhe pertence”.
