Após quase 30 anos à frente do Jornal Nacional, William Bonner anunciou sua saída do telejornal, onde também atuava como editor-chefe e recebia cerca de R$ 900 mil mensais entre salário fixo e remuneração executiva. O anúncio surpreendeu o público e marcou o encerramento de uma era na principal bancada jornalística do país.
Bonner explicou que a decisão de mudar de ritmo profissional começou a ser pensada há cinco anos, mas se intensificou durante a pandemia, quando percebeu que seu dia a dia estava tomado apenas por obrigações, deixando de lado projetos pessoais e tempo com a família. “Um dos meus três filhos estava se mudando para estudar em outro país. Eu sentia que nos meus dias só cabiam as coisas que eu precisava fazer, mas ficavam de fora coisas que eu também gostaria de realizar. A conta não estava fechando”, afirmou.




A partir de novembro, o jornalista se afastará das atividades diárias da Globo, mas não deixará a televisão. Em 2026, ele retorna ao comando do Globo Repórter, ao lado de Sandra Annenberg, em um formato semanal e gravado, que permitirá um ritmo mais compatível com seus objetivos pessoais. Para essa nova função, Bonner terá um salário aproximado de R$ 200 mil mensais, refletindo a mudança de intensidade e frequência do trabalho.
Passagem de bastão no Jornal Nacional
Na sexta-feira (31), Bonner se despede oficialmente do Jornal Nacional. No encerramento, ele e Renata Vasconcellos recebem César Tralli, que assume a bancada ao lado de Renata a partir de segunda-feira (3). O apresentador destacou que a transição envolveu um longo período de preparação para garantir a escolha e formação de seus sucessores, encerrando um ciclo de destaque na televisão brasileira com planejamento e atenção à continuidade do telejornal.
