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“Sou bonito”: ex-detento retratado em Tremembé diz que queria Fábio Assunção como intérprete

Acir Filló, ex-prefeito condenado por corrupção, elogiou a série do Prime Video, mas criticou a escolha do ator que o interpreta
Fábio Assunção (Foto: Reprodução)

Fábio Assunção (Foto: Reprodução)

Desde sua estreia no Prime Video, o seriado Tremembé: A Prisão dos Famosos” vem gerando polêmica nas redes sociais. Após Cristian Cravinhos contestar algumas abordagens da trama, foi a vez do político Acir Filló, de 52 anos, se manifestar. O ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, conhecido por seu envolvimento em casos de corrupção, elogiou a produção, mas criticou o ator escalado para interpretá-lo, dizendo que ele é “feio”.

“Maratonei em um dia. Me emocionei ao ver o meu passado retratado na tela. O ator que me interpreta [Marcos de Andrade] é muito talentoso. Mas ele é feio e eu sou um homem bonito. Queria que chamassem o Fábio Assunção, que é galã e tem a minha idade”, declarou Filló em entrevista ao jornal O Globo, nesta terça-feira (4/11).

Além da observação sobre sua aparência, o político afirmou que o arco do personagem na série retrata “apenas 50%” do que ele viveu na penitenciária. “A série não mostra tudo o que testemunhei lá em Tremembé. Criei estratégias, treinei presos famosos para audiências com a Justiça, ensaiei respostas para exames criminológicos e entrevistas de TV. Fiz um verdadeiro media training com os presos”, contou.

Do cárcere ao livro censurado

Acir Filló foi condenado a quase 20 anos de prisão por fraudes e corrupção durante sua gestão como prefeito, mas teve a pena reduzida para sete anos. Atualmente, cumpre regime aberto e nega as acusações, alegando perseguição política.

Sua passagem pela penitenciária inspirou o livro Diário de Tremembé, no qual narra a convivência com figuras como Roger Abdelmassih, Daniel e Cristian Cravinhos e Alexandre Nardoni. A obra, no entanto, foi censurada pela Justiça de São Paulo em 2019, sob alegação de que o autor não tinha autorização para escrever dentro do sistema prisional — o que resultou em sua transferência para o CDP de Pinheiros.

Questionado sobre os presos que treinou, Filló foi direto: “Treinei vários, principalmente os mais conhecidos da área de comunicação. Os mais difíceis foram Alexandre Nardoni e Lindemberg Alves, o assassino da Eloá.”

alfinetei

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