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VEJA VÍDEO: Joice Hasselmann revela ter sido agredida por membro da família Bolsonaro

Ex-deputada relatou detalhes do episódio e afirmou que ação teria ligação com a família Bolsonaro
Joice Hasselmann (Foto: GABRIELA BILO ESTADÃO)

Joice Hasselmann (Foto: GABRIELA BILO ESTADÃO)

A ex-deputada Joice Hasselmann voltou a falar sobre o episódio violento que sofreu em 2021. Durante entrevista ao Content Podcast, ela deu novos detalhes do caso e afirmou que foi agredida por pessoas ligadas à família Bolsonaro. “Eu fui agredida. Aquele negócio de ‘cair’ lá foi… O Anderson Torres era o secretário na época. O Anderson Torres, que foi ministro do Bolsonaro, foi quem investigou o meu caso. Eu fui agredida dentro de casa. Fui agredida por alguém da família [Bolsonaro]. Eu não posso dizer quem porque eu levo um processo”, declarou.

A declaração reforça a versão que Joice sustenta desde a época do ocorrido, contrariando a conclusão oficial da investigação. Segundo ela, o ataque não foi acidental, mas sim resultado de um plano arquitetado por meses.

Relato de planejamento

Em seu depoimento, a ex-deputada explicou como acredita que os agressores agiram. “Eles entraram pela garagem, onde tinha um ponto cego gigantesco. Ficaram acomodados no apartamento de um outro deputado aliado dessa gente, durante dois meses”, disse. Joice também destacou a ausência de registros visuais do ataque. “Não tem filmagem de nada. Eles sabiam que não tinha câmera. A camerazinha que estava no hall do meu apartamento só tinha a casquinha. Era fake”, contou.

Para ela, os autores estudaram seus hábitos antes de agir. Joice defendeu que o episódio não poderia ser tratado como acidente. “Essas pessoas que me agrediram ficaram estudando o meu comportamento, até que chegou o dia fatídico. Ninguém cai da própria altura e quebra a coluna em cinco lugares. Só se eu tivesse rolado de uma escada gigantesca. É impossível”, afirmou.

Consequências e suspeitas

Joice Hasselmann acredita que a intenção do ataque era causar sequelas permanentes. “Eu acho que eles queriam me deixar tetraplégica. Pra que eu não andasse nunca mais. E pra que eu vivesse com aquela dor”, completou.

Na ocasião, ela chegou a divulgar um vídeo em suas redes sociais mostrando cortes no rosto, fraturas e hematomas espalhados pelo corpo. A Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pela investigação, concluiu que os ferimentos foram resultado de uma queda provocada pelo uso de remédios para dormir.

A ex-deputada, porém, insiste em contestar essa versão e pede que o caso seja reaberto. Para ela, as circunstâncias e a gravidade das lesões deixam claro que se tratou de um crime planejado e executado com a intenção de calá-la.

Veja o vídeo:

alfinetei

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