Sabrina Sato passou a integrar uma disputa judicial em agosto deste ano envolvendo a Splash Bebidas Urbanas, empresa com a qual mantém vínculo comercial. A ação foi movida por Andressa Lopes Botelho e Luana Bispo Ribeiro, que investiram na abertura de uma franquia da marca voltada ao sistema de delivery. As duas afirmam que foram levadas a acreditar que o negócio apresentava condições que, segundo elas, não se confirmaram após o início da operação. As informações são da colunista Fábia Oliveira.
De acordo com as autoras, a Splash teria oferecido um modelo de franquia sem dispor do conhecimento técnico necessário para a modalidade. Elas também alegam que o valor necessário para colocar o negócio em funcionamento ficou acima do inicialmente apresentado pela empresa. Outro ponto questionado pelas investidoras é a promessa de um faturamento mínimo que, conforme relatado no processo, não teria sido alcançado.
Investidoras questionam atuação de Sabrina Sato na franquia
Na ação, Andressa e Luana também relatam problemas relacionados à cobrança de royalties, ao suporte oferecido pela franqueadora e aos equipamentos disponibilizados para a operação. Na avaliação apresentada pelas autoras, o conjunto dessas questões teria comprometido o funcionamento da franquia e tornado inviável a continuidade do empreendimento.
As investidoras também incluíram Sabrina Sato entre as responsáveis pelo processo de atração de novos franqueados. Segundo elas, materiais de divulgação apresentavam a apresentadora como uma participante efetiva da empresa, e não somente como personalidade contratada para divulgar a marca.
As autoras afirmam que a presença de Sabrina teve influência na decisão de entrar no negócio. Na versão apresentada por elas à Justiça, a imagem da apresentadora teria contribuído para transmitir confiança ao empreendimento, especialmente em razão de sua exposição pública e da reputação associada à sua carreira.
Ainda segundo Andressa e Luana, a imagem de Sabrina teria sido utilizada durante as etapas formais que antecederam a concretização da parceria. Por esse motivo, elas sustentam que a apresentadora também teria contribuído para a suposta indução ao erro na condição de sócia do empreendimento.
As duas solicitaram uma decisão liminar para impedir que a Splash aplicasse multas previstas no contrato ou incluísse seus nomes em cadastros de inadimplentes. No pedido principal, elas querem que o contrato de franquia seja considerado nulo em razão de supostas falhas atribuídas à empresa, além da aplicação de uma multa de R$ 100 mil.
Também foi solicitada a restituição dos R$ 30 mil pagos como taxa de franquia, além do ressarcimento por danos materiais. As autoras pedem ainda que Splash e Sabrina Sato sejam responsabilizadas conjuntamente pelo pagamento de R$ 20 mil por danos morais a cada uma delas.
O valor atribuído ao processo foi de R$ 170 mil.
