O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou o Pix ao centro de seu discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nessa terça-feira (22), ao associar o sistema de pagamentos à soberania brasileira e afirmar que o país não deverá privatizá-lo.
“Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso Pix”, disse Lula. Na sequência, o presidente classificou a plataforma como uma “infraestrutura de pagamentos pública e gratuita” e pontuou que a ferramenta tornou a inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros.




Pix entra no discurso sobre soberania
Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix permite transferências e pagamentos instantâneos entre pessoas, empresas e instituições financeiras, e se tornou uma das principais formas de pagamento do país.
A fala ocorreu em meio a uma argumentação mais ampla do petista sobre a autonomia dos países diante das transformações tecnológicas e disputas internacionais. Ao longo do discurso, o presidente contrapôs soberania e subordinação e defendeu que os Estados tenham autonomia para formular e executar suas próprias políticas.
“Somos chamados a optar entre: multilateralismo ou unilateralismo; democracia ou extremismo; soberania ou subordinação”, exclamou.
Big Techs em discussão
Em pouco mais de 20 minutos de discurso, Lula ainda propôs novas regras para a atuação das grandes empresas de tecnologia (Big Techs) e afirmou que os avanços do setor não devem resultar na redução de direitos.
Ao defender o endurecimento da regulação, o presidente também sustentou que o Estado deve assumir maior participação na construção de soluções para problemas econômicos e sociais. Na sequência, explicou que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são alvo de ataques destinados, segundo ele, a “naturalizar injustiças”.
