O governo federal anunciou nesta sexta-feira (18) uma estratégia de atuação conjunta para enfrentar o crime organizado no Rio de Janeiro. Durante agenda na capital fluminense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a intenção é recuperar áreas atualmente sob domínio de grupos criminosos e ampliar a integração entre as forças de segurança.
“Nós vamos desocupar o território. Esse é o nosso compromisso. Deixar o Rio de Janeiro livre da bandidagem. Para que a sociedade possa se movimentar com essa tranquilidade”, declarou Lula.
Como será o plano de segurança?
A estratégia apresentada pelo governo foi dividida em três frentes. A primeira prevê a proteção integrada dos corredores logísticos, com o objetivo de dificultar a circulação e a estrutura de apoio das organizações criminosas.
A segunda envolve uma política de recuperação territorial, enquanto a terceira busca ampliar a capacidade de segurança dos municípios, com participação das diferentes esferas de governo.
Segundo Lula, a experiência no Rio também poderá servir como referência para outras regiões do país caso os resultados esperados sejam alcançados.
União, estado e municípios terão atuação integrada
A proposta envolve órgãos federais, estaduais e municipais. Entre as instituições participantes estão as polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, além das estruturas de segurança da prefeitura.
Lula classificou a integração como uma espécie de projeto-piloto e afirmou que o objetivo é criar um novo modelo de cooperação entre as forças de segurança.
A agenda ocorreu no Complexo da Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro, onde o presidente acompanhou a apresentação das ações de enfrentamento ao crime organizado.
Lula também falou sobre a classificação de facções como terroristas
Durante o evento, Lula também reagiu à classificação de facções brasileiras como organizações terroristas defendida pelo governo dos Estados Unidos. O presidente afirmou que não concorda com esse enquadramento para grupos como PCC e Comando Vermelho.
A discussão ganhou força depois de manifestações do governo de Donald Trump sobre a atuação dessas organizações no Brasil. Lula diferenciou o conceito de terrorismo utilizado nesse debate da violência praticada por grupos criminosos nas comunidades brasileiras.
Além da estratégia de segurança no Rio, o governo federal vem discutindo mudanças na estrutura de combate ao crime organizado e no sistema penitenciário, dentro de uma agenda mais ampla de segurança pública.
