Pelo menos 70 pessoas morreram em consequência das chuvas intensas que castigaram o Nepal e a Índia desde o último sábado. Os números divulgados até esta segunda-feira (28) mostram 56 vítimas fatais indianas e 14 nepalesas, com dezenas de feridos e um número ainda indefinido de desaparecidos. Com novas precipitações previstas, as equipes de socorro correm contra o tempo.
Entre as ocorrências mais graves está a avalanche que atingiu o acampamento-base do Himlung Himal, pico de 7.126 metros no distrito nepalês de Manang. Dez trabalhadores do país que armavam barracas para receber montanhistas estrangeiros estão desaparecidos. Os alpinistas ainda não haviam chegado ao local e, por isso, não foram atingidos. Autoridades do setor de montanhismo acompanham as buscas.
Montanha vem abaixo em segundos
Também em Manang, um vídeo gravado no domingo (27) mostra o momento em que uma encosta cede perto de casas. Moradores aparecem correndo enquanto uma nuvem de terra sobe rapidamente, numa cena que lembra o colapso de parte da montanha.
Fora essas ocorrências, cinco pessoas continuam sem notícias no Nepal em razão de outros episódios ligados ao temporal. Como os rios e afluentes seguem em elevação, o governo nepalês colocou 49 dos 77 distritos em alerta para cheias repentinas.
Índia registra casas destruídas e rios em nível crítico
Do lado indiano, além das mortes, 46 pessoas se feriram e mais de mil moradias sofreram danos. Um levantamento da Comissão Central de Águas identificou 30 pontos de medição em sete estados classificados como de “situação grave”, nos quais o volume dos rios superava o limite considerado seguro.
Brigadas de emergência trabalham nas áreas alagadas e levam ajuda aos atingidos. Servidores públicos também receberam instruções para avaliar as perdas nas lavouras e preparar o pagamento de indenizações. A expectativa de mais chuva, porém, mantém as autoridades em estado de alerta.
