Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto a tiros durante uma abordagem da Polícia Militar na madrugada de sábado (10), no bairro de Moema, Zona Sul de São Paulo. Segundo a versão apresentada pelos policiais, o celular que estava com o jovem teria sido confundido com uma arma. Gustavo não possuía antecedentes criminais.
Morador da região, ele vivia com a mãe e as irmãs, trabalhava em um hospital e também cuidava de cachorros. Pessoas próximas o descreviam como alguém prestativo e disposto a ajudar quem precisava.
Em entrevista à TV Globo, o técnico de refrigeração Eguinaldo Ferreira, vizinho que conhecia Gustavo desde a infância, recordou a relação que mantinha com o rapaz. “É um moleque bom, gente boa, sempre que precisava ele arrumava bicicleta da minha filha”, relatou.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe policial foi chamada para atender uma situação envolvendo um homem que estaria emocionalmente abalado e ameaçando tirar a própria vida. Familiares informaram aos investigadores que Gustavo enfrentava problemas relacionados à dependência química e fazia uso de antidepressivos desde o ano passado.
Durante a ocorrência, quatro policiais militares efetuaram 45 disparos. A perícia identificou pelo menos 27 ferimentos provocados por tiros no corpo do jovem.
O caso ocorreu em circunstâncias que deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis.
