O presidente Lula (PT) anunciou nesta tarde que aceitou o desafio do senador Flávio Bolsonaro (PL). Amanhã (22), ele irá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para protocolar o pedido de abertura dos sigilos bancários do Instituto Lula, de seu ex-assessor de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e do cartão corporativo da primeira-dama Rosângela da Silva, também chamada de Janja.
Flávio divulgou uma nota à noite, na qual amplia a lista de sigilos que exige que sejam abertos para que possa agir da mesma forma.




Entenda o caso
O senador Camilo Santana (PT-CE) concedeu uma entrevista coletiva na tarde de hoje para informar que o presidente Lula aceitou estender a quebra dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Essa é uma resposta ao senador do PL. Em um evento de hoje (21), Flávio Bolsonaro disse que, para abrir seus sigilos bancários e telefônicos, o presidente Lula deveria abrir também o do Instituto Lula, do seu ex-assessor de gabinete e do cartão corporativo da primeira-dama.
“Lula, não me confunda com o seu filho. Eu sou filho do Bolsonaro. E muito mais do que isso, Lula, tem outra condição para eu aceitar, você vai abrir o sigilo de 100 anos do seu cartão corporativo com a Janja? Lula, você vai tirar o sigilo que você botou em quem visitou o Alvorada?”.
Em nota divulgada hoje à noite, Flávio ampliou a lista de condições. A lista inclui movimentações financeiras de Paulo Okamoto, diretor do Instituto Lula, todos os registros de visitantes do Palácio do Planalto e todas as entradas no Palácio do Alvorada sob sigilo a pedido de Lula.
