O dólar fechou em alta mais uma vez nesta segunda-feira (16/12), a R$ 6,09, e bateu um novo recorde. É o maior valor de fechamento desde o início do Plano Real, em 1994.
Os investidores estão insatisfeitos com os rumos das contas públicas sob o governo Lula. Além disso, o mercado aguarda que o Congresso vote as medidas propostas em novembro pelo ministro Fernando Haddad para cortar gastos nos próximos anos. É possível que isso aconteça nesta semana, antes do recesso parlamentar.




Enquanto segue aguardando a aprovação do corte de gastos do governo federal, o mercado financeiro segue atento ao relatório de projeções fiscais divulgado hoje pela secretaria do Ministério da Fazenda. Pelos dados, o governo precisa de um incremento de receita da ordem de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 17,9 bilhões, para atingir o déficit zero em 2025.
Para esta terça-feira (17/12), investidores aguardam a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e a do Federal Reserve (Fed) para definição das novas taxas de juros americanas. A expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual.
Mais cedo, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse que o Brasil está entre os países que taxam muito os produtos americanos e está sujeito a retaliações, também em forma de tarifas. Esta foi a primeira vez que Trump mencionou explicitamente o Brasil como alvo de ameaças de aumento de tarifas.
“Esses dados impulsionaram o estresse na curva de juros, que subiu, inclusive, tirando do ar mais cedo a comercialização de títulos do tesouro direto. As taxas registraram novas máximas com o Tesouro IPCA 2029 pagando acima de 7,7% de taxa fixa, além do Tesouro prefixado 2027 acima de 15%. As taxas seguem num ritmo de alta desde que o governo apresentou um pacote de corte de gastos considerado insuficiente pelo mercado, além de uma proposta de isenção de IR para quem recebe até R$ 5 mil”, avaliou Louzada.
