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Descubra se você tem um rosto de “rico” ou de “pobre”

Pesquisa da Universidade de Glasgow associa traços faciais a percepções de classe social, revelando preconceitos arraigados
Narcisa Tborindeguy (foto Reprodução Redes Sociais)

Narcisa Tborindeguy (foto Reprodução Redes Sociais)

Um estudo inovador da Universidade de Glasgow, publicado no renomado APA Journal of Experimental Psychology: General, está desafiando a forma como percebemos o mundo. A pesquisa, realizada pela equipe da Escola de Psicologia e Neurociências, revela uma associação surpreendente entre os traços faciais de uma pessoa e as percepções sobre sua condição financeira. Em outras palavras, nossa aparência pode influenciar a forma como os outros nos veem e nos julgam em termos de riqueza e status social.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores conduziram um experimento detalhado com modelos 3D de rostos humanos. Participantes, predominantemente brancos e de culturas ocidentais, foram convidados a avaliar rapidamente esses rostos, julgando atributos como riqueza, status social, confiabilidade, calor humano, dominância e competência.

Os resultados foram reveladores: “Rostos com traços considerados ‘ricos’, como sobrancelhas arqueadas, traços mais definidos e bochechas rosadas, foram vistos como mais confiáveis e competentes”, explica a Dra. Thora Bjornsdottir, líder da pesquisa. Por outro lado, “rostos percebidos como ‘pobres’, frequentemente caracterizados por queixos curtos, sobrancelhas baixas e bocas levemente curvadas para baixo, foram associados a características menos positivas, como menor confiabilidade”.

Consequências da aparência: julgamentos baseados em estereótipos

A Dra. Bjornsdottir enfatiza a profundidade dessas associações: “Pessoas percebidas como pertencentes a classes sociais altas ou baixas também são frequentemente julgadas como possuidoras de características vantajosas ou desfavoráveis, respectivamente. Esses julgamentos baseiam-se unicamente na aparência facial e podem acarretar consequências substanciais, incluindo desvantagens para aqueles considerados de classes sociais mais baixas.”

A pesquisa demonstra como estereótipos profundamente enraizados influenciam nossas percepções iniciais sobre os outros. “Rostos ‘ricos’ eram frequentemente vistos como mais dominantes, confiáveis e competentes, enquanto rostos ‘pobres’ eram percebidos como menos confiáveis e até mais frágeis”, destaca a Dra. Bjornsdottir. Essa associação entre aparência e valor pessoal reflete uma construção social complexa, que atribui qualidades positivas a determinados traços faciais e qualidades negativas a outros.

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