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Saiba se fungo do ‘The Last of Us’ é real!

Na série da HBO e no jogo da Naughty Dog, a infecção não vem de mortos-vivos, mas de um parasita que existe de verdade na natureza
The Last Of Us (reprodução Hbo Max)

The Last Of Us (reprodução Hbo Max)

O colapso da humanidade em The Last of Us não começou com um vírus criado em laboratório, nem com cadáveres emergindo de túmulos. A origem do apocalipse na série da HBO e no aclamado jogo da Naughty Dog é ainda mais inquietante: um fungo que realmente existe e tem um comportamento alarmantemente semelhante ao que se vê na ficção.

O nome dele é Cordyceps. Embora a ideia de um fungo capaz de dominar completamente o cérebro de um ser humano pareça saída da imaginação de um roteirista, esse organismo já é bem conhecido no mundo da biologia. Ele não atinge pessoas na vida real, mas parasita com precisão assustadora os corpos de insetos, principalmente as formigas.

Segundo a professora Vanessa dos Santos, especialista em biologia e colunista do site Brasil Escola, o comportamento desses insetos infectados lembra o de criaturas zumbificadas. “As estruturas musculares são consumidas para manter o Cordyceps vivo”, explicou ela. Após a infecção, a formiga passa a se comportar de forma errática, se distancia do formigueiro e caminha sem direção, até encontrar um local úmido e escuro, onde permanece imóvel até a morte.

Esse processo sinistro parece ter servido como base para Neil Druckmann, criador do jogo, que imaginou um cenário em que esse fungo evolui e passa a afetar humanos. No universo da série e do game, as pessoas infectadas entram em um estado de fúria irracional, se tornam extremamente agressivas e perdem totalmente o controle da própria mente.

A semelhança com a realidade não para por aí. A revista Scientific American destacou que, nos estágios finais da infecção, os humanos contaminados em The Last of Us se escondem em cantos escuros, onde permanecem até morrer. Após a morte, seus corpos liberam esporos que infectam novos indivíduos. É exatamente assim que o Cordyceps se comporta no ciclo biológico natural, com o objetivo de se reproduzir.

Embora o aspecto parasitário do fungo seja assustador, ele também possui um lado menos sombrio. Em culturas orientais, o Cordyceps é utilizado há séculos na medicina tradicional. Seja em forma de chá ou incluído em sopas, ele é consumido para ajudar em casos de imunidade baixa, fadiga e até mesmo anemia.

alfinetei

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