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Nova autópsia revela detalhes da agonia vivida por Juliana Marins; saiba detalhes

Laudo aponta que brasileira sobreviveu por mais de 30 horas após acidente no Monte Rinjani antes de morrer.
Juliana Marins (foto Reprodução Redes Sociais)

Juliana Marins (foto Reprodução Redes Sociais)

Na sexta-feira, 11 de julho, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro divulgou novas informações sobre a morte de Juliana Marins, de 26 anos, que faleceu após cair de uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, no fim de junho. A jovem publicitária teria permanecido com vida por aproximadamente 32 horas antes de não resistir aos ferimentos, segundo apontaram os peritos brasileiros que analisaram o caso.

De acordo com os especialistas, Juliana morreu por volta do meio-dia do dia 22, o que corresponde à madrugada no horário de Brasília. A estimativa foi possível após o estudo do ciclo de desenvolvimento de larvas encontradas em seu couro cabeludo. Os ovos dos insetos só são depositados após o óbito, permitindo calcular com mais precisão o momento da morte.

Últimos momentos de Juliana

Os peritos também apontaram que a brasileira sofreu por cerca de 10 a 15 minutos após a última queda. A análise sugere que ela escorregou de costas por um trecho íngreme da montanha e, no impacto final, atingiu o solo de frente. Segundo o relatório, ela chegou a apresentar sinais de forte dificuldade para respirar pouco antes de morrer.

“A gente sente muito, porque foi uma morte muito sofrida, de muita agonia”, disse o perito Nelson Massini.

Durante a coletiva, Mariana Marins, irmã da vítima, criticou a atuação das equipes de resgate. “Dezoito horas depois da queda, a equipe de resgate do Basarnas (Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia) conseguiu descer 150 metros de rapel, mas Juliana estava em um ponto mais abaixo na montanha”, relatou.

Ela também expressou frustração com o tempo de resposta e a falta de equipamentos adequados durante a operação. “A gente estava esperando esse momento do laudo. Agora, a gente vai ver o que fazer a partir de agora. (…) Só do Basarnas ter sido chamado um período longo depois do acidente já é algo a ser considerado. Já sabiam que era um acidente grave e [estavam] sem o equipamento correto para chegar até o local. Então, são vários pontos a ser considerados”, afirmou Mariana.

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