Na última quarta-feira (30), Hanay Kawakami, brasileira nascida em Sorocaba e moradora da cidade de Kakegawa, no estado de Shizuoka, no Japão, compartilhou nas redes sociais o momento em que buscou abrigo com a família após alertas de tsunami. Com o risco iminente de ondas causadas por um terremoto de magnitude 8,7 na costa da Rússia, Hanay subiu uma montanha e se abrigou em um templo religioso com o marido, a mãe e a cadela da família.
A residência de Hanay Kawakami fica a cerca de cinco minutos de carro do mar. Por segurança, Hanay Kawakami optou por se deslocar até um ponto mais alto da cidade. Em vídeos publicados no TikTok, Hanay Kawakami mostra a movimentação no local e comenta que japoneses também procuraram abrigo no mesmo templo. “Aqui é muito alto e tem muita gente, os japoneses que estão aqui, estão dizendo que aqui não chega”, relatou.


Sistema de alerta mobilizou moradores da região
Hanay Kawakami explicou que os alertas chegaram por meio do sistema de alto-falantes de emergência espalhados por ruas e bairros do Japão, conhecido como Bosai Musen. Esse sistema é utilizado pelas autoridades japonesas para alertar sobre desastres naturais, incêndios e pessoas desaparecidas.
Hanay Kawakami relatou que o primeiro tremor aconteceu por volta das 8h30 da manhã. Mesmo após algumas horas, a permanência nos abrigos ainda era necessária. “O primeiro terremoto era 8h30 da manhã, agora são quase meio-dia e eles não liberaram a gente para voltar para casa. A gente só vai sair daqui depois de liberarem para a gente seguir a vida normal”, contou Hanay Kawakami em outra gravação.
A escolha do templo se deu por estar localizado em um ponto elevado. Hanay Kawakami mencionou ainda que o governo costuma indicar locais seguros em cada bairro para situações de emergência. Após o alerta vermelho ser reduzido para amarelo, Hanay Kawakami e a família decidiram se deslocar para outro lugar, mas seguiram em estado de atenção. “A gente continua nervosos porque ainda corremos riscos, porém mais aliviados por ter baixado (o nível do alerta), mas como o governo mesmo disse, precisamos ainda ficar atentos pois pode mudar”, disse.
Veja o vídeo:
