No fim de maio, uma mulher morreu em um grave atropelamento em Miami, na Flórida. Kathryn Kipnis, de 41 anos, voltava para casa depois de sair com amigas quando foi atingida por um BMW em alta velocidade. A motorista, Ivana Gomez, de 32 anos, estava bêbada e continuou dirigindo por mais de 70 metros com a vítima presa ao veículo, antes que o corpo fosse lançado violentamente na pista.
A colisão foi tão brutal que a cabeça de Kathryn atravessou o para-brisa do carro, deixando fios de cabelo presos ao vidro. Policiais que atenderam à ocorrência informaram que o impacto causou danos severos ao veículo e que havia vômito fresco no interior, além de sinais claros de embriaguez na condutora, como olhos vermelhos, lacrimejantes e forte odor de álcool. Durante o teste de sobriedade, Ivana demonstrou dificuldades e, em seguida, pediu um advogado.

Declaração fria e perseguição em alta velocidade
Antes mesmo de ser formalmente interrogada, Ivana fez uma afirmação que chocou os agentes. Assim que entrou na parte traseira da viatura, ela declarou espontaneamente que “atropelou apenas uma moradora de rua e que foi apenas um acidente”, conforme consta no relatório da polícia. A frieza da fala chamou ainda mais atenção quando se descobriu que Kathryn não era, de fato, uma pessoa em situação de rua.
A perseguição à motorista começou logo após o acidente, quando um policial que testemunhou a colisão precisou acelerar acima de 160 km/h para conseguir alcançá-la. Ivana só parou quando foi obrigada por um semáforo vermelho. Ela foi detida no local, ainda visivelmente embriagada.
A defesa apresentada por ela, além de insensível, foi desmentida rapidamente pelas autoridades. Kathryn Kipnis era uma mulher com residência fixa, amigos e rotina. A tentativa de minimizar o ocorrido acabou reforçando o tom de descaso com que Ivana tratou a tragédia.
