Na terça-feira (11), o Departamento de Estado dos EUA divulgou um vídeo no qual afirma que a influência de Washington sobre a América Latina “nunca mais será contestada”. A peça retoma a Doutrina Monroe e expõe intervenções militares, invasões e ações políticas no continente como componentes de sua estratégia regional.
O vídeo aparece depois que o presidente Donald Trump colocou a América Latina entre as prioridades de sua administração no ano passado. A estratégia visa diminuir a presença e o impacto da China na área por meio de ações militares, políticas e econômicas.




Na narrativa do Departamento de Estado, a Doutrina Monroe deixou de ser um aviso a potências europeias e se tornou uma reivindicação de supremacia dos EUA no continente. “Não era só um alerta. Era uma primazia dos EUA”, afirma o narrador.
A produção cita a atuação americana em Cuba e Porto Rico em 1899 e descreve esse período como a entrada dos EUA no cenário internacional “como potência imperial com domínio sobre o Caribe”. Em seguida, atribui ao ex-presidente Theodore Roosevelt a ideia de que Washington poderia administrar países latino-americanos em situação de “caos”.
Vídeo cita Panamá, Cuba, Nicarágua e Venezuela
O Departamento de Estado também menciona a construção do Canal do Panamá, a crise dos mísseis em Cuba e a invasão americana da Nicarágua. A peça trata esses episódios como marcos de uma política de intervenção dos EUA no hemisfério.
Ao abordar Nicolás Maduro, o vídeo classifica o sequestro do presidente venezuelano como uma “manobra calculada” para “dar um sinal no hemisfério”. A produção usa o episódio para sustentar a frase de que o domínio de Washington não voltará a ser contestado.
Kevin Cabrera, embaixador dos EUA no Panamá, narra o vídeo. Ele afirma que aquilo que começou como um alerta dirigido à Europa se transformou em um “quadro para domínio regional”.
The Monroe Doctrine has shaped U.S. foreign policy for over two centuries. 🇺🇸
American dominance in the Western Hemisphere will never be questioned again. pic.twitter.com/hsoGS17gqV
— Department of State (@StateDept) August 11, 2026
