Depois de meses de mistério, a princesa de Gales veio a público, no início de 2024, para revelar por que sumira dos holofotes. Em um vídeo sereno, Kate Middleton anunciava que há um ano descobriu e começou a tratar um câncer na região abdominal. O diagnóstico da britânica de 43 anos é exemplo notório de um fenômeno cada vez mais comum: o aumento na incidência de tumores entre mulheres e homens com menos de cinco décadas de vida.
Mudanças no estilo de vida, exposição precoce a fatores ambientais nocivos, alterações hormonais e reprodutivas e até hábitos alimentares modernos contribuem para esse cenário. Entre os tumores mais comuns nessa faixa etária, quatro merecem atenção especial: câncer de mama, câncer colorretal, câncer de tireoide e leucemias.



Câncer de mama
O câncer de mama, que lidera a incidência global, vem crescendo entre jovens, sobretudo mulheres. Tumores nessa idade tendem a ser mais agressivos, como o triplo-negativo e o HER2 positivo. Entre os fatores de risco estão histórico familiar, mutações genéticas, obesidade, sedentarismo e exposição prolongada aos estrogênios. Mudanças no padrão reprodutivo — como menstruação precoce, gestação tardia e menor duração da amamentação — também aumentam o risco.
Câncer colorretal
O câncer colorretal, antes associado a pessoas acima dos 50 anos, agora preocupa médicos pelo avanço rápido em jovens, com destaque para os tumores de reto. Dietas pobres em fibras, ricas em carnes processadas e açúcares, além do sedentarismo e da obesidade precoce, são fatores decisivos. Alterações na microbiota intestinal e exposição a aditivos alimentares completam o quadro de risco.
Câncer na tireoide
Já o câncer de tireoide, especialmente o tipo papilífero, é cada vez mais frequente entre adultos jovens, sobretudo mulheres. Apesar do bom prognóstico na maioria dos casos, especialistas observam um aumento real na incidência, ligado à predisposição genética, exposição à radiação e fatores hormonais.
Leucemias
As leucemias, como a linfoblástica aguda e a mieloide aguda, afetam diretamente a medula óssea e têm evolução rápida, exigindo tratamento imediato. Elas estão relacionadas tanto a predisposição genética quanto a exposições ambientais, como radiações ionizantes e solventes.
