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Justiça define futuro dos quatro condenados por tragédia na Boate Kiss

Sessão em Porto Alegre pode decidir se penas serão mantidas, reduzidas ou se haverá novo júri
Justiça define futuro dos quatro condenados por tragédia na Boate Kiss

Nesta terça-feira, 26 de agosto, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul iniciou o julgamento dos recursos apresentados pelas defesas de Elissandro Callegaro Spohr, Mauro Londero Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, condenados pela tragédia da Boate Kiss. O caso, que completa 12 anos, volta ao plenário para definição do futuro dos quatro réus.

Os acusados estão presos preventivamente desde 2021, quando o Tribunal do Júri os responsabilizou pelo crime de homicídio com dolo eventual. As penas aplicadas variam entre 18 e 22 anos de prisão.

A sessão acontece no Plenário Ministro Pedro Soares Muñoz, em Porto Alegre, e está sendo transmitida pelo canal oficial do TJRS no YouTube. Entre os pontos avaliados pelos desembargadores estão a possibilidade de um novo júri, a manutenção das condenações ou a redução das penas.

Cada defesa dispõe de 15 minutos para apresentar seus argumentos oralmente. A expectativa é que o julgamento se estenda até o fim da tarde desta terça-feira, sem previsão de prorrogação para os próximos dias. Até a última atualização, aproximadamente 3,7 mil pessoas acompanhavam a sessão, presidida pelo desembargador Luciano André Losekann.

A tragédia de Santa Maria

O incêndio da Boate Kiss aconteceu na madrugada de 27 de janeiro de 2013, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, em Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul. A tragédia resultou em 242 mortes e deixou mais de 600 pessoas feridas.

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