Em meio a uma conversa com uma das autoridades que estiveram em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro declarou que recebeu a informação de que já existe uma cela reservada para ele no Comando Militar do Planalto, caso seja condenado por tentativa de golpe. A fala aumentou ainda mais as discussões sobre o destino do ex-chefe do Executivo em caso de prisão.
Segundo a revista Veja, Bolsonaro não revelou a identidade da pessoa que lhe repassou essa informação. Com o julgamento em andamento desde a manhã de terça-feira, a expectativa em Brasília é alta, e diversas hipóteses sobre onde o capitão poderia cumprir pena circulam nos bastidores políticos e jurídicos.


Possíveis locais para a prisão
De acordo com o que Bolsonaro comentou, a cela preparada estaria localizada no Quartel General do Exército, cerca de sete quilômetros da Praça dos Três Poderes. O espaço fica próximo ao ponto onde manifestantes acamparam antes de invadirem e depredarem o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal em janeiro de 2023.
Outra alternativa cogitada é a Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, também nas proximidades da Praça dos Três Poderes. O local é semelhante à estrutura que abrigou o ex-presidente Lula em Curitiba, quando ele foi condenado por corrupção e preso há sete anos.
Uma terceira possibilidade apontada é o Complexo Penitenciário da Papuda, a cerca de 17 quilômetros da Praça dos Três Poderes e a apenas 8 quilômetros da atual casa de Bolsonaro e de sua esposa, Michelle. O presídio é de caráter comum e abriga mais de 16 mil detentos, mas possui uma ala destinada a presos considerados vulneráveis, onde ficariam separados de criminosos de alta periculosidade.
A questão da Papuda
A Papuda é considerada uma opção estratégica por proporcionar maior isolamento. Essa medida evitaria grandes aglomerações de apoiadores nas imediações do local, além de reduzir o risco de manifestações contínuas que poderiam gerar instabilidade. Foi justamente esse cenário que se viu em Curitiba, quando centenas de pessoas mantiveram acampamentos em apoio ao ex-presidente Lula, no movimento conhecido como Lula Livre.
