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VEJA VÍDEO: Refugiada ucraniana é assassinada em trem nos EUA

Crime expõe falhas do sistema judicial americano e reacende debate sobre políticas de segurança
Iryna Zarutska (Foto: reprodução Redes Sociais)

Iryna Zarutska (Foto: reprodução Redes Sociais)

Na última sexta-feira (5), a refugiada ucraniana Iryna Zarutska, de 23 anos, foi assassinada a facadas enquanto aguardava o transporte na plataforma da estação East/West Boulevard, em Charlotte, na Carolina do Norte. O ataque foi cometido por Decarlos Brown Jr., de 34 anos, que surpreendeu a jovem e a golpeou diversas vezes. A morte foi constatada ainda no local.

Iryna havia deixado a Ucrânia em busca de segurança e novas oportunidades após a guerra, mas encontrou um destino trágico em solo americano. Imagens das câmeras de monitoramento da estação registraram toda a cena, revelando a brutalidade da ação e levantando críticas ao sistema judicial, acusado de negligência diante do histórico do agressor.

Histórico de violência e falhas na Justiça

Brown foi detido logo após o crime, com ferimentos superficiais, e indiciado por homicídio em primeiro grau. Porém, sua ficha criminal extensa chama a atenção: desde 2011, ele havia sido preso 14 vezes por delitos que incluíam assalto à mão armada, roubo, agressão doméstica e ameaças. Mesmo com esse histórico, conseguiu se manter em liberdade.

No início deste ano, em janeiro, o acusado chegou a acionar o serviço de emergência relatando acreditar que possuía um “objeto artificial no corpo controlando suas ações”. Apesar do episódio, foi liberado sem fiança. Já em julho, a Justiça determinou que ele passasse por uma avaliação psiquiátrica, mas o exame nunca chegou a ser realizado.

O caso trouxe repercussões políticas e sociais, principalmente por ter ocorrido durante a gestão de Josh Stein, do Partido Democrata, que defende medidas de reforma penal e políticas voltadas à chamada “segunda chance”. No condado de Mecklenburg, onde o crime aconteceu, o promotor Spencer Merriweather, também democrata, atua com foco em justiça restaurativa e na redução de encarceramentos, o que reacendeu o debate sobre até que ponto tais medidas comprometem a segurança pública.

alfinetei

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