Uma megaoperação no Reino Unido revelou um cenário alarmante: 260 mil brinquedos falsificados foram apreendidos somente em 2025, e 90% deles eram cópias das bonecas Labubu, uma das maiores febres entre crianças e colecionadores. A ação, que mobilizou autoridades de fronteira e órgãos de segurança do consumidor, foi descrita como uma verdadeira “operação de guerra” para conter a entrada dos produtos ilegais no país. O valor total das apreensões chegou a 3,5 milhões de libras, o equivalente a R$ 25 milhões.
O alerta, porém, vai muito além do prejuízo financeiro. Testes realizados pelas autoridades mostraram que três em cada quatro brinquedos falsos falharam nos testes de segurança, apresentando níveis de produtos químicos proibidos, tintas com substâncias cancerígenas e peças pequenas capazes de causar asfixia. “Com brinquedos falsificados, o que você vê raramente é o que você recebe. Por trás da embalagem podem estar escondidos riscos de asfixia, produtos químicos tóxicos e peças defeituosas que colocam as crianças em perigo real”, destacou a campanha de conscientização lançada pelo governo britânico.

A ação também teve um caráter educativo: para chamar a atenção dos consumidores, o governo produziu embalagens de brinquedos falsas, que se abrem para revelar o que pode estar oculto nos produtos piratas — pilhas soltas, enchimentos tóxicos e bordas afiadas. A iniciativa busca mostrar de forma visual o perigo que os brinquedos de procedência duvidosa representam, especialmente quando são comprados em sites de terceiros e marketplaces internacionais.
Alerta
Para evitar riscos, as autoridades orientam que os pais comprem apenas de lojas e sites oficiais das marcas, desconfiem de preços muito baixos e sempre verifiquem avaliações e embalagens. Também é importante pesquisar se o brinquedo já foi alvo de recall e inspecionar o produto com atenção, observando se há peças soltas, pilhas mal encaixadas ou acabamentos malfeitos. No caso das populares Labubus, o apelo estético e o sucesso nas redes sociais têm estimulado a falsificação em massa — um problema que, longe de ser apenas comercial, coloca em risco a saúde e a segurança das crianças.
