Na última semana, duas adolescentes de 12 e 13 anos, identificadas como Zemfira Mukhtarov e Ebba Morina, foram encontradas mortas após subirem no teto de um trem da linha J, em Williamsburg, no Brooklyn, em Nova York. As meninas foram achadas desacordadas sobre a composição e morreram no local. As informações são do O Tempo.
Segundo a polícia de Nova York (NYPD), a prática conhecida como “subway surfing” já provocou seis mortes desde o início de 2024. O caso mais recente ocorreu durante a madrugada e envolveu um grupo de cerca de 15 adolescentes que corria dentro do trem antes do momento fatal.


Pai de Zemfira Mukhtarov fez apelo emocionado por meio de campanha online
O pai de Zemfira Mukhtarov criou uma página no GoFundMe para arrecadar recursos para o funeral da filha. “Com corações pesados, estamos buscando apoio após a trágica perda de minha amada filha, Zemfira, que faleceu em um acidente devastador em uma estação de metrô”, escreveu.
O pai destacou que Zemfira completaria 13 anos em breve. “Ela tinha 12 anos e teria seu [13º aniversário] em apenas 2 semanas, cheia de vida, e foi tirada de nós cedo demais em um incidente de partir o coração que acreditamos ter sido um acidente de ‘subway surfing’”, acrescentou.
“Nenhum pai deveria ter que enfrentar a dor de perder um filho, e nenhuma criança deveria perder a vida de uma maneira tão trágica. Estamos lutando para processar essa imensa dor, e estamos recorrendo à nossa comunidade para ajudar a dar a Zemfira a despedida respeitosa e amorosa que ela merece”, disse.
Autoridades alertam para aumento de casos
Testemunhas relataram que Zemfira Mukhtarov e Ebba Morina estavam acompanhadas de um grupo de adolescentes no momento do ato. Após o ocorrido, policiais conversaram com três jovens que estavam na estação e levaram dois deles em uma viatura.
Entre 2018 e 2022, cinco pessoas morreram ao realizar “subway surfing” em Nova York. Em 2023, outras cinco vidas foram perdidas. A prática cresceu nos últimos anos com a disseminação de vídeos nas redes sociais, que mostram adolescentes se arriscando no topo dos vagões.
O presidente do NYC Transit, Demetrius Crichlow, lamentou o caso. “É de partir o coração que duas jovens meninas se foram porque de alguma forma acharam que andar fora de um trem de metrô era um jogo aceitável. Pais, professores e amigos precisam ser claros com seus entes queridos: subir no topo de um vagão de metrô não é ‘surfar’, é suicídio.”
Casos anteriores
O último caso fatal antes deste envolveu Carlos Oliver, de 15 anos, que caiu de um trem da linha 7 em Long Island City, no dia 4 de julho. Em março, Gustavo Guaman-Quizhpilema, de 12 anos, sofreu ferimentos graves ao andar no teto de um trem e morreu quatro dias depois.
Para tentar conter a prática, a Metropolitan Transportation Authority (MTA) lançou em 2023 a campanha “Ride Inside, Stay Alive”, com alertas direcionados aos jovens. Desde novembro de 2023, o NYPD também utiliza drones para monitorar a movimentação nas linhas. Em 2024, foram registradas 229 prisões por esse tipo de ato, número superior às 135 detenções de 2023.
Veja o vídeo:
