Na madrugada de setembro de 2024, Chamiah Brindley, conhecida como Miah, morreu em um incêndio que começou no sótão da casa da família em Leicester, Inglaterra. O fogo foi causado pela bateria de íon-lítio de um cigarro eletrônico deixado carregando próximo à cama da menina, enquanto Miah dormia com uma irmã mais velha. As informações são da BBC.
A mãe de Chamiah, Tracey Moore, contou que acordou com os gritos de uma das filhas e conseguiu tirar os outros dez filhos e dois adultos da casa, mas Miah permaneceu presa no sótão. “Corri com meu parceiro e meu filho para o quarto dela, mas não conseguimos entrar por causa da fumaça densa e das chamas. Meu cabelo chegou a queimar”, relatou Tracey durante a audiência que investiga as causas do incêndio.

Falhas estruturais e perigos do vape contribuem para tragédia
A porta do sótão era descrita pelas autoridades como “incomumente dura” e precisou ser arrombada, enquanto alarmes de fumaça haviam sido removidos meses antes e claraboias estavam “pregadas”, impedindo qualquer tentativa de fuga pelo telhado. Os bombeiros conseguiram acessar o quarto de Miah, mas a menina já havia falecido cerca de 20 minutos após o início do fogo, com a causa da morte atribuída à inalação de produtos da combustão.
O perito Dean Thornton informou que oito vapes foram encontrados no quarto, sendo que o dispositivo que iniciou o incêndio estava próximo à cama, mas ainda não se sabe a origem do aparelho. A polícia chegou a prender uma adolescente de 14 anos relacionada ao caso, mas ela foi liberada sem enfrentar acusações.
