Na manhã desta sexta-feira (10/10), o governo federal divulgou alterações no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), programa que define normas para simplificar o financiamento de imóveis no Brasil desde 1964. Uma das alterações é o aumento do valor máximo de um imóvel financiado, que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
Os contratos estabelecidos no âmbito do SFH possibilitam que os compradores usem os fundos retidos no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como entrada para o financiamento. Ademais, os juros dos empréstimos realizados com essa modalidade têm um limite de 12% ao ano.




“Essas mudanças mudam o cenário da habitação no Brasil. Hoje é um dia que a população se aproxima do sonho da casa própria. O que foi feito com o FGTS, junto com o novo crédito imobiliário, vai garantir acesso à moradia digna e de qualidade aos estratos mais carentes da população” afirmou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, durante o evento de lançamento da medida.
Este é o segundo comunicado do governo federal sobre política habitacional na mesma semana. Na quinta-feira (9/10), uma portaria do Ministério das Cidades estabeleceu uma nova linha de crédito para reformas residenciais, com valores variando entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. O programa Minha Casa, Minha Vida vinculou o novo crédito.
Estrutura de financiamento muda também para os bancos
Em relação ao SFH, outro anúncio relevante nesta manhã foi a mudança na lógica de funcionamento do SFH. Com a nova regra, para cada valor que as instituições financeiras captarem na poupança e direcionarem ao crédito imobiliário, uma parcela equivalente será liberada para aplicação em outras modalidades de crédito com maior liberdade, por tempo determinado.
