Receitas caseiras com promessas de “milagres” para a pele se multiplicam nas redes sociais. Entre cortes rápidos, filtros e resultados imediatos, cresce também o risco de que pessoas reproduzam técnicas sem entender seus perigos. Melissa Brum, biomédica especialista em estética, chama atenção para o avanço dessa moda e para o impacto que ela pode ter na saúde da pele. As informações são do Metrópoles.
Para a profissional, o problema não está apenas na popularização dos vídeos, mas na forma como eles induzem a uma falsa sensação de segurança. “Eles mostram o resultado final, mas ocultam etapas essenciais de preparo, higiene, esterilização e avaliação profissional”, afirma.



Imagens de dermaplaning caseiro, microagulhamento com dispositivos comprados na internet e peelings improvisados são cada vez mais comuns. Muitos desses conteúdos viralizam justamente pela facilidade aparente — e é aí que mora o perigo.
Técnicas virais que podem causar danos sérios
Uma das práticas mais difundidas é o microagulhamento feito em casa. Melissa explica que o procedimento exige controle rigoroso de profundidade, pressão e esterilização. Fora do ambiente profissional, o risco é alto: feridas, cicatrizes, manchas e infecções são consequências frequentes. “É uma técnica profissional que depende de profundidade correta, pressão adequada e rigor absoluto na limpeza. Nada disso é possível reproduzir com segurança em casa”, reforça.
O dermaplaning com lâmina de barbear também preocupa. Além de não ser estéril, a lâmina usada sem técnica pode causar cortes e remover mais do que apenas pelos. “O dermaplaning remove uma camada de proteção da pele. Qualquer deslize vira porta de entrada para bactérias”, explica.
Os peelings improvisados completam a lista — especialmente os que combinam limão, açúcar ou produtos profissionais aplicados sem orientação. Eles estão entre as principais causas de queimaduras químicas e podem gerar hiperpigmentação profunda, irritação intensa e descamação exagerada. “A pele reage de forma imprevisível quando é exposta a ácidos sem acompanhamento”, alerta a biomédica.
Entre os sinais de alerta para danos, Melissa cita ardência persistente, vermelhidão que não melhora, sensação de queimação, bolhas, escurecimento da área afetada e dor ao toque. Caso surjam, a recomendação é suspender qualquer aplicação e procurar atendimento especializado imediatamente.
No fim das contas, os cuidados realmente seguros continuam sendo os mais simples: limpeza adequada, hidratação diária e protetor solar.
