A assinatura grande e chamativa de Donald Trump sempre despertou curiosidade. Para o psicólogo social Richie Zweigenhaft, isso faz sentido. Segundo o profissional, “o tamanho da assinatura está ligado ao status social e à forma como a pessoa se vê”. As informações são do The Conversation.
A relação foi percebida por acaso nos anos 1960, quando o pesquisador comparou assinaturas de professores e alunos em uma biblioteca universitária e notou que os docentes usavam muito mais espaço no papel. “Percebi que os mais velhos e de status mais alto assinavam maior”, afirma.


Com o tempo, Zweigenhaft confirmou que assinaturas mais amplas costumam acompanhar autoestima elevada e consciência de status. O padrão apareceu em diferentes contextos e países, sugerindo que não se trata de uma particularidade cultural.
Pesquisadores começaram a comparar tamanho de assinatura
A discussão ganhou novo fôlego quando pesquisadores passaram a comparar o tamanho da assinatura de CEOs com medidas de narcisismo. O professor Nick Seybert, da Universidade de Maryland, levantou essa possibilidade. Zweigenhaft testou a hipótese com seus alunos e encontrou uma correlação clara: “Quanto maior a assinatura, maior o nível de narcisismo medido no questionário.” Outros estudos replicaram a associação.
Além de revelar traços da pessoa que assina, o tamanho também influencia quem observa. Um experimento publicado no Journal of Philanthropy mostrou que pedidos de doação assinados com letras maiores receberam mais que o dobro de contribuições. Os autores sugerem que assinaturas amplas transmitem autoridade e confiança.
Para Zweigenhaft, a evidência acumulada mostra que esses rabiscos rápidos não são tão neutros quanto parecem. “O que começou como uma curiosidade se mostrou um indicador de personalidade muito mais robusto do que eu imaginava.”
