Após a vitória da argelina Imane Khelif sobre a italiana Angelina Carini, nas oitavas de final do boxe até 66kg feminino da Olimpíada de Paris, nesta quinta-feira (01/07), as redes sociais registraram diversos ataques sobre a possibilidade da pugilista da Argélia ser transgênero. A luta acabou em 46 segundos. A italiana explicou que desistiu depois de sofrer um soco na região do nariz e não suportar a dor.
Alvo de ataques e fake news bolsonaristas, a boxeadora nasceu no sexo feminino, Khelif foi reprovada em teste de elegibilidade da Associação Internacional de Boxe (IBA) por ter uma mutação genética, mas foi autorizada a competir pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).




Basicamente, ela possui uma condição chamada Desordem de Desenvolvimento de Sexo (DSD), o que faz com que a atleta apresente altos níveis de testosterona, níveis similares ao de homens.
Imane Khelif foi excluída do Mundial Feminino de Boxe em 2023, horas antes de disputar a medalha de ouro. A decisão foi tomada pela Federação Internacional da modalidade (IBA), que alegou que a atleta “não atendia aos critérios de elegibilidade”.
Outra boxeadora que está em Paris, a taiwanesa Yu Ting Lin também foi desclassificada do Mundial de 2023 em Nova Déli, organizado pela Federação Internacional de Boxe (IBA), por reprovar no teste de gênero.
Quem é Imane Khelif
Nascida em Tiaret, no noroeste da Argélia, a boxeadora de 25 anos está em sua segunda Olimpíada. Em Tóquio 2020, Imane Khelif caiu nas quartas de final para a irlandesa Kellie Harrington.
Khelif tem no currículo uma prata conquistada no Mundial de Boxe de 2022, se tornando a primeira boxeadora do seu país a chegar à final.
