O céu de 2026 reserva momentos especiais para quem gosta de observar fenômenos naturais fora do comum. Com a chegada de um novo ciclo, cresce a curiosidade sobre datas em que será possível acompanhar eclipses e chuvas de meteoros, eventos que costumam transformar noites comuns em verdadeiros espetáculos visuais.
Segundo informações do Serviço de Hidrografia Naval da Argentina (SHN), o próximo ano contará com quatro eclipses ao todo, sendo dois solares e dois lunares. Esses fenômenos acontecem a partir de alinhamentos específicos entre Sol, Terra e Lua, capazes de alterar completamente a iluminação do céu por alguns minutos ou horas.
Além dos eclipses, 2026 também será marcado por períodos intensos de chuvas de meteoros. Esses eventos ocorrem quando a Terra atravessa regiões do espaço repletas de fragmentos deixados por cometas, que entram na atmosfera em alta velocidade e produzem os famosos rastros luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”.




O que esperar dos eclipses e das chuvas de meteoros em 2026
Os eclipses previstos para 2026 se diferenciam tanto pelo tipo quanto pelas regiões onde poderão ser observados. Entre eles está o eclipse anular do Sol, marcado para 17 de fevereiro, quando a Lua não cobre totalmente o disco solar e forma um “anel de fogo” visível em áreas específicas do planeta. Já em 3 de março, um eclipse total da Lua poderá ser visto em toda a América, incluindo o Brasil, com a Lua assumindo tons avermelhados, fenômeno popularmente chamado de “Lua de sangue”.
Outro destaque do ano será o eclipse total do Sol em 12 de agosto. Embora a fase total seja visível apenas em regiões como Groenlândia, Islândia e Espanha, parte do mundo poderá acompanhar o fenômeno de forma parcial. Fechando o calendário, um eclipse parcial da Lua em 28 de agosto também poderá ser observado a olho nu em diversas regiões.
No caso das chuvas de meteoros, a programação é ainda mais extensa. De acordo com a NASA, haverá atividade significativa ao longo de quase todo o ano. As Quadrântidas abrem a temporada entre o fim de dezembro e o início de janeiro, enquanto Líridas e Eta Aquáridas aparecem no outono. Já no segundo semestre, Perseidas, Oriônidas, Leônidas e Gemínidas garantem múltiplas oportunidades para quem deseja observar o céu noturno.
Embora alguns fenômenos exijam cuidados específicos — especialmente os eclipses solares, que não devem ser observados sem proteção adequada —, muitos deles podem ser vistos a olho nu. Para os entusiastas da astronomia ou curiosos de plantão, 2026 promete ser um ano recheado de motivos para olhar para cima e se impressionar com os movimentos do universo.
