Muito além de um simples “obrigado”, a gratidão vem sendo cada vez mais associada ao bom funcionamento do cérebro e ao equilíbrio emocional. O que antes era visto apenas como um valor filosófico ou espiritual, hoje também é reconhecido pela ciência como um aliado da saúde mental. As informações são do Alto Astral.
Pesquisas em neuropsicologia indicam que cultivar a gratidão influencia áreas específicas do cérebro ligadas ao prazer, à regulação das emoções e à redução do estresse. Não se trata apenas de um sentimento passageiro, mas de um estado mental capaz de provocar mudanças reais no organismo.
A psicóloga Aparecida Tavares, que atua no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica que esse hábito fortalece conexões neurais importantes para o bem-estar e a qualidade de vida.


O que acontece no cérebro quando somos gratos
“Gratidão não é só uma emoção, ela mexe com o nosso organismo, com o nosso cérebro. Ela vai ativar o córtex pré-frontal, o estriado ventral e a amígdala. Quando ela ativa esses circuitos neuronais, ela os fortalece e reduz o estresse”, afirma a especialista.
Segundo ela, essas ativações favorecem a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de recompensa, prazer e estabilidade emocional — o que ajuda a explicar por que pessoas gratas tendem a lidar melhor com desafios do dia a dia.
Nas redes sociais, o termo “gratiluz” ganhou popularidade ao unir as ideias de gratidão e luz. Para Aparecida, o conceito simboliza a troca sincera de sentimentos positivos, esperança e conexão humana. “É uma forma de iluminar e ser iluminado na troca genuína de bons sentimentos, de esperança e fé na humanidade que há em nós. Conecte-se com essa luz interior e com as luzes que te rodeiam”, orienta.
Transformar a gratidão em prática diária, segundo a psicóloga, exige atenção ao presente e disposição para reconhecer aprendizados, inclusive nos momentos difíceis. “Presentifique atos de gratidão e ao olhar no retrovisor de sua história seja grato, ressignificado e resiliente”, destaca.
Ela conclui reforçando que a gratidão não é apenas um estado emocional, mas uma forma de viver: “Devemos entrar em contato com o nosso ambiente interno e externo, valorizar cada momento, dando a si a oportunidade não só de um estado de gratidão, mas de uma vivência grata”.
