A morte de PC Siqueira voltou ao centro do noticiário após a conclusão da primeira etapa da reconstituição do caso, realizada nesta quarta-feira (20/1), em São Paulo. Mesmo com o procedimento encerrado, o inquérito segue aberto e ainda acumula questionamentos que deverão ser analisados pela Polícia Civil nos próximos dois meses. As informações são do Metrópoles.
A reabertura da investigação ocorreu depois que a Justiça paulista identificou falhas na apuração original, finalizada em 2024, que havia concluído que o influenciador teria tirado a própria vida. Com isso, novas diligências passaram a ser conduzidas, incluindo perícias complementares.
Advogados que representam a família de PC Siqueira afirmam que os elementos reunidos até agora permitem considerar uma hipótese diferente da inicial. Para a defesa, há indícios que sustentam a possibilidade de homicídio, e não de suicídio.



Perícia levanta inconsistências sobre asfixia
Embora o laudo oficial ainda não tenha sido divulgado, informações preliminares indicam divergências importantes. As marcas encontradas no pescoço de PC não corresponderiam ao objeto apontado na investigação original.
“Consta no inquérito que teria sido usada para o suposto suicídio uma cinta de catraca, daquelas que o pessoal usa para slackline. Mas a largura da fita não condiz com o pescoço”, afirmou o advogado Caio Muniz.
Segundo a defesa, que acompanha o caso com auxílio de um perito particular, a suspeita é de que o youtuber possa ter sido estrangulado com o fio de um headset profissional, e não com a cinta mencionada anteriormente.
Outro ponto considerado crucial para o avanço das investigações é o depoimento de Maria Luiza Watanabe, ex-namorada de PC Siqueira. A Polícia Civil aguarda que ela se apresente para a segunda etapa da reconstituição. Em 2024, denúncias já haviam apontado um possível envolvimento dela no caso.
Na época, pessoas próximas ao influenciador relataram que ele teria sido dopado com clonazepam dias antes da morte, além de ter sido isolado de amigos e familiares. As acusações também citam controle sobre a vida pessoal e financeira de PC e incentivo ao uso de drogas.
Maria Luiza declarou à polícia que presenciou o momento em que PC teria se enforcado e que tentou impedir, mas foi empurrada. Segundo o relato, ele também teria feito uso excessivo de medicamentos e cocaína nos dias anteriores. A defesa dela foi procurada por e-mail para comentar a reabertura do caso, mas não respondeu até o fechamento.
