O cão farejador Huck ajudou a Polícia Militar a localizar cerca de 48 toneladas de maconha na terça-feira (07/04), durante uma operação na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, ao indicar um galpão utilizado como esconderijo. As informações são do g1 Rio.
O animal, da raça pastor-belga-malinois e com cinco anos de idade, nasceu e foi treinado no Batalhão de Ações com Cães, sendo responsável por apontar o local onde a droga estava escondida, mesmo sem o endereço constar como alvo inicial da ação.


Trabalho do cão levou policiais a bunker escondido em estrutura de concreto
Equipes realizavam patrulhamento na região quando passaram por um galpão sem sinais aparentes de irregularidade. Durante a verificação do entorno, cães farejadores começaram a indicar a presença de entorpecentes, com Huck demonstrando insistência em um ponto específico.
Após buscas no interior do imóvel, policiais encontraram uma cisterna concretada. A estrutura foi aberta e revelou um bunker improvisado onde estavam armazenados mais de 24,6 mil tabletes de maconha, com peso aproximado de dois quilos cada.
Além da droga, agentes localizaram armas de fogo no local. A Polícia Militar aponta que a quantidade apreendida representa uma das maiores já encontradas em área urbana.
“É uma apreensão impressionante. Nunca se apreendeu uma quantidade tão grande de drogas em um local de venda e distribuição dentro de comunidade. Existe uma dificuldade enorme de chegar a esses esconderijos, e isso só foi possível graças ao faro do cão”, afirmou o tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa da Silva.
A corporação avalia que o espaço funcionava como ponto de distribuição de entorpecentes para outras áreas controladas por organização criminosa.
A operação contou com cerca de 250 policiais de diferentes unidades, apoio de cães farejadores, blindados e aeronaves. Durante a ação, houve confronto armado e um homem foi encontrado ferido e levado sob custódia para o Hospital Federal de Bonsucesso.
A retirada do material exigiu o uso de caminhões e mobilizou equipes por várias horas, com encaminhamento da carga para a Cidade da Polícia, onde passará por perícia antes da destruição.
“O cão é treinado para encontrar droga em qualquer ambiente. Não importa se está enterrada, concretada ou até submersa. Se houver odor, ele vai achar”, explicou o tenente-coronel Luciano Pedro. “Nesse caso, mesmo com a cisterna toda fechada em concreto, Huck conseguiu detectar o cheiro.”
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