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MC Ryan fica em situação complicada após obtenção de áudios inéditos durante investigação da PF; VEJA

Operação da Polícia Federal mira o funkeiro por lavagem de dinheiro
MC Ryan fica em situação complicada após obtenção de áudios inéditos durante investigação da PF; VEJA

O mundo do funk tremeu com os desdobramentos da Operação Narcofluxo. Dois dos maiores astros do gênero, MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, tornaram-se os rostos centrais de um furacão judiciário que investiga uma movimentação astronômica de R$ 1,6 bilhão. Segundo a Polícia Federal, os artistas estariam envolvidos em uma rede de lavagem de dinheiro que utilizava a fachada de rifas e jogos de azar para “limpar” recursos de origem duvidosa, misturando a grana ilícita aos faturamentos reais de shows e publicidade.

O modus operandi era meticuloso: para não levantar suspeitas de órgãos de controle, a quadrilha fatiava valores altos em centenas de transferências menores. Em um dos exemplos citados pelos investigadores, um montante de R$ 5 milhões foi diluído em cerca de 500 depósitos de R$ 10 mil. Essa estratégia tentava camuflar o rastro do dinheiro dentro do fluxo financeiro legítimo dos artistas, aproveitando a complexidade de suas movimentações bancárias.

Áudios do Fantástico e a conexão com o “Tigrinho”

De acordo com o delegado Roberto Costa da Silva, a participação dos MCs era estratégica. Além de cederem suas contas para o trânsito do dinheiro, a gigantesca influência digital da dupla funcionava como um “ímã” para atrair novos montantes. Provas obtidas pela investigação e exibidas pelo Fantástico mostram Ryan SP em conversas diretas com Rodrigo Morgado, apontado como o cérebro financeiro do grupo.

Em um dos trechos que mais repercutiram, o funkeiro não esconde o faturamento pesado com plataformas de apostas: “Na época do Tigrinho tava bom mesmo, eu tava arregaçando”. As gravações também revelam negociações de cachês que chegam a R$ 400 mil apenas para a divulgação de casas de apostas, o que coloca a relação comercial dos artistas sob uma lupa ainda mais rigorosa da Justiça.

O que diz a defesa?

Do lado dos artistas, a postura é de negação total. As defesas de MC Ryan e MC Poze do Rodo sustentam que não há qualquer envolvimento com atividades criminosas. Os advogados afirmam que todo o patrimônio e a vida de luxo exibida nas redes são frutos exclusivos de anos de sucesso na música e de contratos publicitários legítimos. Enquanto a PF decide os próximos passos das prisões, os fãs seguem divididos e as contas de Instagram dos envolvidos permanecem sob forte vigilância — algumas, inclusive, chegaram a ser derrubadas.

alfinetei

A página @alfinetei foi criada há cerca de 10 anos com o propósito de proporcionar entretenimento através de uma abordagem humorística, especialmente focada em comentários sobre celebridades e fofocas.