Nas Olimpíadas de Paris, 11 dos 24 medalhistas são integrantes do Programa Atletas de Alto Rendimento, coordenado pelo Ministério da Defesa. No Paar, os atletas ficam divididos entre as três Forças Armadas e ocupam a patente de Terceiro-Sargento.
Os salários dos medalhistas olímpicos militares, como membro das Forças Armadas, vão de R$ 5.125,50 a R$ 6.387,75. Com isso, é possível notar que alguns atletas recebem mais e outros menos.




Bia Souza é um exeplo de atleta que recebe o menor valor, sendo este de R$ 5.125,50, enquanto vinculada ao Exército. Além da campeão olímpica de judô feminino está o judoca Guilherme Schmidt, do Exército, e Flávia Saraiva, Jade Barbosa e Lorrane dos Santos, que levaram a medalha de bronze por equipes na ginástica. Elas fazem parte da Aeronáutica.
Ana Patrícia e Duda, finalistas do vôlei de praia das Olimpíadas, são Terceiros-Sargentos do Exército e recebem o mesmo valor, R$ 5.125,50.
Já o Caio Bonfim, que ganhou medalha de prata na marcha atlética, enquanto Terceiro-Sargento da Aeronáutica, tem R$ 5.699,25 de salário. Os demais medalhistas olímpicos que recebem R$ 6.387,75 estão na Marinha, sendo eles William Lima, Larissa Pimenta, Daniel Cargnin, Edival Pontes e Bia Ferreira.
Dentre toda a delegação brasileira, 35% dos atletas são integrantes do programa das Forças Armadas. No total, são 98 atletas militares em 21 modalidades.
Programa Atletas de Alto Rendimento foi criado pelo Ministério da Defesa em 2008 e, em suporte das Forças Armadas, proporciona condições de treinamento e competição aos atletas brasileiros. No momento, o Paar conta com 533 integrantes em 35 modalidades.
