O Paraná confirmou dois casos de hantavírus e mantém outras 11 notificações sob investigação, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Apesar dos registros, as autoridades afirmam que a situação permanece monitorada e sem sinais de descontrole. As informações são do Metrópoles.
Os casos confirmados envolvem um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, e uma mulher de 28 anos residente em Ponta Grossa. Além disso, 21 notificações já foram descartadas após análise das equipes de vigilância sanitária.


Secretaria da Saúde diz que doença segue sob vigilância
Ao comentar os registros, o secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, afirmou que o hantavírus segue sendo acompanhado pelas autoridades e reforçou que o estado não enfrenta uma situação alarmante.
“Quero dizer também que é uma doença está sob vigilância aqui no estado Paraná. Esse ano tivemos apenas dois casos, ano passado apenas um caso e nenhum óbito. Devemos tomar precauções, mas quero tranquilizar a população que não temos ainda nenhum motivo para pânico”, declarou.
No ano passado, o estado havia registrado apenas um caso da doença, no município de Cruz Machado.
O que é o hantavírus?
O hantavírus é uma doença respiratória rara transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres contaminados. A infecção também pode acontecer por meio de superfícies contaminadas.
Os primeiros sintomas costumam incluir febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e desconfortos gastrointestinais. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória e queda de pressão arterial.
Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus. Especialistas apontam que o diagnóstico precoce e o suporte médico rápido aumentam as chances de recuperação.
Alerta internacional aumentou atenção sobre o vírus
A confirmação dos casos no Paraná acontece em meio à repercussão internacional envolvendo um surto registrado no cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina rumo a Cabo Verde.
Segundo autoridades internacionais, ao menos três passageiros morreram durante a viagem. O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, afirmou que exames apontaram a presença da cepa “Andes”, considerada a única variante conhecida com possibilidade de transmissão entre humanos em contatos próximos e prolongados.
