O preço dos alimentos subiu 1,34% em abril e exerceu o maior peso sobre a inflação do país, que avançou 0,67% na comparação com março, segundo dados divulgados pelo IBGE na terça-feira (12/05). O aumento atingiu principalmente produtos consumidos dentro de casa, com destaque para cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes. As informações são do g1.
O índice de alimentação desacelerou em relação a março, quando a alta chegou a 1,56%. Mesmo assim, o grupo Alimentação e bebidas respondeu sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA de abril.


Alimentos consumidos em casa lideraram aumento
Os alimentos consumidos no domicílio ficaram 1,64% mais caros no mês. Entre os principais motivos para a alta aparecem a menor oferta de alguns produtos agrícolas e o aumento no custo do transporte.
Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, o avanço dos combustíveis influenciou diretamente o valor do frete. O diesel subiu 4,46% em abril, enquanto os combustíveis em geral avançaram 1,80%.
“Os combustíveis sendo mais caros acabam influenciando o preço do frete. E, chegando no transporte, obviamente isso chega para o consumidor final no preço que ele vai pagar lá no balcão.”
Produtos como cenoura, cebola e tomate passaram por redução na oferta, situação que contribuiu para o avanço dos preços. Já itens como maçã, café moído e frango em pedaços apresentaram queda devido ao aumento da oferta e ao avanço da colheita em alguns casos.
A alimentação fora de casa subiu 0,59% em abril. O preço dos lanches desacelerou de 0,89% para 0,71%, enquanto as refeições passaram de 0,49% para 0,54%.
Inflação desacelerou no mês, mas acumulado anual avançou
O IPCA de abril mostrou desaceleração frente aos 0,88% de março. Na comparação acumulada em 12 meses, o índice passou de 4,14% para 4,39%.
O resultado permanece dentro do intervalo de tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional para 2026. A meta central segue em 3%, com limite máximo de 4,5%.
Além de Alimentação e bebidas, o grupo Saúde e cuidados pessoais também exerceu forte influência sobre o índice mensal, com impacto de 0,16 ponto percentual.
Confira os grupos do IPCA em abril:
- Alimentação e bebidas: 1,34%
- Habitação: 0,63%
- Artigos de residência: 0,65%
- Vestuário: 0,52%
- Transportes: 0,06%
- Saúde e cuidados pessoais: 1,16%
- Despesas pessoais: 0,35%
- Educação: 0,06%
- Comunicação: 0,57%
Alimentos que mais encareceram em abril
- Cenoura: 26,63%
- Morango: 17,35%
- Pimentão: 14,10%
- Melancia: 13,77%
- Leite longa vida: 13,66%
- Cebola: 11,76%
- Melão: 10,38%
- Repolho: 10,32%
- Pepino: 8,11%
- Peixe-anchova: 7,15%
- Açaí (emulsão): 6,95%
- Peixe-serra: 6,93%
- Peito: 6,89%
- Peixe-cavala: 6,88%
- Coentro: 6,78%
- Batata-inglesa: 6,57%
- Manga: 6,30%
- Tomate: 6,13%
- Laranja-baía: 5,28%
- Uva: 4,44%
Alimentos que mais baratearam em abril
- Laranja-lima: -7,96%
- Banana-maçã: -7,85%
- Abobrinha: -7,36%
- Inhame: -6,53%
- Peixe-aruanã: -6,22%
- Maracujá: -5,36%
- Peixe-filhote: -3,72%
- Leite de coco: -3,57%
- Abacate: -3,56%
- Maçã: -3,25%
- Peixe-cação: -2,35%
- Café moído: -2,30%
- Mamão: -2,24%
- Frango em pedaços: -2,14%
- Doce de frutas em pasta: -2,06%
- Banana-d’água: -2,01%
- Carne de porco: -1,93%
- Peixe-pintado: -1,85%
- Peixe-sardinha: -1,79%
- Mandioca (aipim): -1,62%
