O Ministério da Saúde iniciou, nesta sexta-feira (26), um projeto-piloto que oferece gratuitamente o tratamento com semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa começou no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e deve acompanhar 250 pessoas com obesidade grave. As informações são do g1.
Batizado de Real-Bari, o estudo tem como objetivo analisar os resultados clínicos do medicamento, além dos custos e da viabilidade de incluir esse tipo de tratamento na rede pública de saúde.




Quem poderá participar do projeto
Nesta primeira fase, o tratamento será destinado exclusivamente a pacientes que já aguardam na fila para a cirurgia bariátrica e precisam perder peso antes da realização do procedimento.
Para participar da pesquisa, é necessário:
- estar em acompanhamento médico no Grupo Hospitalar Conceição;
- ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano;
- comprovar que dieta e atividade física não apresentaram resultados satisfatórios por, no mínimo, dois meses;
- conseguir aplicar a medicação ou contar com o auxílio de um cuidador.
Segundo o hospital, a maior parte dos pacientes com obesidade atendidos na instituição apresenta obesidade mórbida, e menos da metade reúne condições clínicas para realizar a cirurgia bariátrica.
Primeiro paciente já recebeu a medicação
O motorista de aplicativo Guilherme Henrique Panichi, de 39 anos, foi o primeiro paciente a receber a aplicação da semaglutida pelo SUS. Ele aguardava há mais de mil dias pela cirurgia bariátrica e realizou a primeira aplicação durante o lançamento do projeto, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
De acordo com o paciente, a expectativa é que o tratamento contribua para melhorar sua qualidade de vida, disposição e condições de saúde enquanto aguarda o procedimento cirúrgico.
Durante os dois anos previstos para o estudo, a equipe médica irá acompanhar indicadores como perda de peso, qualidade de vida, resultados de exames, recuperação após cirurgias e os custos envolvidos no tratamento. Os dados servirão para avaliar uma possível ampliação do uso da semaglutida no SUS no futuro.
