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MP afirma que Deolane Bezerra escolheu dividir cela por causa de síndrome do pânico

MP afirma que Deolane Bezerra escolheu dividir cela por causa de síndrome do pânico

Um relatório apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) no julgamento do pedido de prisão domiciliar de Deolane Bezerra informa que a advogada e influenciadora relatou sofrer de síndrome do pânico e, por esse motivo, decidiu compartilhar a cela na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde está presa há 45 dias. O documento foi anexado ao processo para contestar o pedido da defesa, que solicita a transferência da investigada para uma Sala de Estado-Maior ou, alternativamente, a concessão de prisão domiciliar.

Ao longo da manifestação, o Ministério Público rebate os argumentos apresentados pela defesa e sustenta que não foram constatadas irregularidades nas condições de saúde, alimentação, higiene ou segurança da presa. Segundo o órgão, também não houve registro de problemas como superlotação, falta de água potável ou presença de animais peçonhentos na unidade prisional.

MP diz que cela individual estava disponível

O relatório informa ainda que Deolane está custodiada no Pavilhão Especial da penitenciária, setor que possui estrutura destinada a restringir o contato com as demais detentas. Conforme o documento, existia a possibilidade de transferência para uma cela individual, mas a própria influenciadora preferiu permanecer acompanhada por outra presa.

“[Deolane] apresenta síndrome do pânico e receio de permanecer sozinha durante o período em que as portas das habitações permanecem fechadas. A permanência em cela conjunta se deu de forma voluntária e com o consentimento da outra presa.”

Diante dessas informações, o Ministério Público pediu que a Justiça de São Paulo rejeite o habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane Bezerra, com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo. A influenciadora se tornou ré no fim de junho pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado.

De acordo com a investigação, Deolane Bezerra teria recebido recursos considerados ilícitos provenientes da Transportadora Lado a Lado, empresa que, segundo a acusação, operava em benefício do PCC. Os relatórios da apuração apontam movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pela advogada, em valores superiores a R$ 27 milhões.

alfinetei

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