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Petição afirma que Anna Carolina Jatobá vive em cárcere privado pelo sogro

Anna Jatobá E Alexandre Nardoni (foto Reprodução Redes Sociais)

Anna Jatobá E Alexandre Nardoni (foto Reprodução Redes Sociais)

O caso Isabella Nardoni voltou a ter novos desdobramentos na Justiça. Condenada pela morte da menina ao lado de Alexandre Nardoni, Anna Carolina Jatobá é alvo de um pedido que busca anular sua progressão para o regime aberto, benefício concedido em 2023. A solicitação foi apresentada à 1ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté e sustenta que o processo teria sido marcado por supostas irregularidades.

O novo requerimento foi protocolado na quarta-feira (8) pelo ativista Agripino Magalhães, presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+. A iniciativa ocorre após a coluna Fábia Oliveira divulgar, anteriormente, a atualização de uma denúncia enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, e agora revelar documentos relacionados ao sistema prisional paulista.

Petição aponta supostos privilégios e pede investigação

Segundo a petição assinada pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, Antônio Nardoni, avô de Isabella, teria desenvolvido uma relação de “amizade” com a diretora da Penitenciária Feminina de Tremembé, circunstância que, de acordo com o documento, lhe garantiria acesso frequente à unidade prisional.

Ainda conforme o pedido apresentado à Justiça, essa proximidade teria sido utilizada para influenciar decisões internas do presídio e beneficiar Anna Carolina Jatobá durante o cumprimento da pena, favorecendo sua progressão ao regime aberto.

Entre os supostos privilégios mencionados estão relatos da agente penitenciária Elisa, que afirmou ter convivido com Jatobá na unidade. De acordo com seu depoimento, a condenada teria recebido um colchão ortopédico de alto valor dentro da cela.

A testemunha também declarou que Anna Carolina Jatobá ocupou um cargo de chefia na penitenciária, função que possibilitou a remição de pena por trabalho. Segundo o relato, esse benefício não era disponibilizado às demais internas nas mesmas condições.

Com base nessas alegações, a defesa do ativista afirma que a progressão de regime estaria comprometida por supostas fraudes e por informações classificadas como ideologicamente falsas, que teriam sido produzidas pela direção da unidade prisional.

Para apurar as suspeitas, a petição solicita a quebra de sigilo bancário e o levantamento das movimentações financeiras envolvendo Antônio Nardoni, empresas ligadas a ele, a diretora da penitenciária e outros servidores da unidade.

Documento também cita hipótese de cárcere privado

O pedido judicial ainda apresenta uma justificativa para o suposto interesse de Antônio Nardoni em beneficiar a nora durante o período em que ela esteve presa.

De acordo com os depoimentos anexados ao processo, as medidas atribuídas a ele teriam como finalidade protegê-lo, “calando” Anna Carolina Jatobá e impedindo que ela o incriminasse formalmente perante as autoridades.

Outro trecho da petição levanta a hipótese de que, após deixar o sistema prisional, Jatobá estaria vivendo sob uma espécie de cárcere privado imposto pelo sogro.

Segundo o ativista responsável pela ação, ela permaneceria sob a influência de Antônio Nardoni até o encerramento do prazo prescricional de eventuais crimes pelos quais ele pudesse, em tese, ser responsabilizado. Vale destacar que essas alegações integram a petição apresentada à Justiça e, até o momento, não há decisão judicial que reconheça ou comprove as acusações.

alfinetei

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