O influenciador e empresário Pablo Marçal deve ser o candidato à Presidência do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) nas eleições de 2026. Inicialmente, esperava-se que o dirigente o partido, Leonardo Avalanche, se lançasse à corrida presidencial; mas de última hora, Marçal conseguiu uma liminar que permitiria que ele concorresse pela legenda. As informações são do Tempo.
Apesar disso, o influenciador continua inelegível após decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), e segue na esperança de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atenda ao pedido de recurso que será protocolado por sua defesa até o primeiro turno.




A candidatura de Marçal ainda não consta, também, no site de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, do TSE. Isso não significa, necessariamente, que ela foi indeferida: o sistema do tribunal leva até 24 horas para computar uma nova candidatura, e a de Marçal, segundo a comunicação do PRTB, foi protocolada às 18h51, 9 minutos antes do fim do período de registro eleitoral.
Manobras de última hora
Leonardo Avalanche foi confirmado pré-candidato à Presidência durante a convenção nacional do PRTB, realizada em Goiânia no dia 29 de julho. No dia quatro de agosto, ele chegou a anunciar o nome da vice de sua chapa: Tenente Dalma (PRTB), profissional da Polícia Militar de Goiás. Mesmo assim, nenhum dos dois realizou o registro junto ao TSE, o que só poderia ser feito até as 19h deste sábado (15/8).
Essa indefinição tinha motivo: a esperança de que Pablo Marçal, que concorreu pelo partido à prefeitura de São Paulo em 2024, e que recebeu 28,7% dos votos na ocasião, ocupasse a cadeira de Avalanche nessa empreitada. Acontece, porém, que Marçal tinha se filiado, em março deste ano (2026), ao União Brasil, e desde então, havia sido condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por práticas eleitorais ilegais durante a campanha municipal. Essa condenação o tornou inelegível.
O primeiro problema foi resolvido já neste sábado. Marçal conseguiu uma liminar que o tirou do União Brasil e o retornou ao PRTB de forma retroativa ao dia 4 de abril de 2026. Isso foi feito porque, segundo a legislação eleitoral, um candidato só pode concorrer à presidência por um partido ao qual é filiado por um período de pelo menos 6 meses antes da eleição. Como o primeiro turno das eleições será no dia 4 de abril, Marçal teria que fazer parte do PRTB desde a mesma data de abril.
Quanto à inelegibilidade, a situação segue incerta: ainda cabe recurso da decisão do TRE-SP, mas nada garante que o TSE acatará ao pedido da defesa do influenciador. Mesmo assim, ele pode concorrer enquanto a decisão não sair.
