Na quarta-feira, 30 de julho, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a preocupar aliados ao sofrer uma forte crise de soluços, que chegou a comprometer sua fala durante compromissos públicos. O episódio ocorreu enquanto ele ainda se recupera da cirurgia realizada em abril e mantém o uso de tornozeleira eletrônica, determinado pelo Supremo Tribunal Federal.
Pessoas próximas ao político relataram que os sintomas começaram a se intensificar poucos dias após a colocação do equipamento. Ainda assim, Bolsonaro não interrompeu suas aparições e marcou presença em uma motociata, demonstrando resistência mesmo com o desconforto evidente.




Histórico de crises e orientação médica
Essa não é a primeira vez que o ex-presidente enfrenta episódios de soluço persistente. No final de junho, ele já havia mencionado o problema durante uma entrevista à Rádio AuriVerde. “Tô soluçando aqui. Pessoal deve estar percebendo”, afirmou, à época.
Em ambos os casos, os médicos recomendaram repouso e evitar atividades extenuantes. Apesar disso, Bolsonaro manteve a agenda pública e continuou participando de eventos, contrariando a orientação clínica.
Segundo informações do portal UOL, durante a crise anterior, o quadro chegou a ser tão intenso que o ex-presidente teria vomitado diversas vezes ao longo do dia. Após realizar exames, o médico Claudio Birolini explicou que os soluços são provocados por questões ligadas à alimentação. A avaliação médica reforça que o quadro exige atenção, sobretudo considerando o histórico de saúde do ex-mandatário.
