O arcebispo metropolitano de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, comentou em entrevista ao Jornal da CBN a recente eleição do papa Leão XIV. Segundo ele, a escolha do nome transmite uma mensagem clara sobre a direção que o novo pontífice pretende seguir, alinhando-se ao legado de Leão XIII e à tradição reformadora da Igreja no último século. As informações são da CNN.
“É claro que, ao escolher esse nome, ele também, de alguma forma, anuncia que quer seguir exatamente aquilo que foi iniciado pelo seu predecessor, lá um século e tanto atrás, e que foi muito renovado durante todo o século passado, com o Conselho Vaticano II e muito mais. Então, este é um sinal que ele transmite, o seu próprio nome, Leão XIV”, explicou o arcebispo.






Ainda sobre o simbolismo do início do novo pontificado, Dom Wilson destacou a ênfase do papa na palavra “paz” em seu primeiro discurso. Para o arcebispo, essa escolha carrega um forte peso espiritual e político: “Uma outra coisa é as primeiras palavras que ele pronuncia, paz. Isso aqui tem muito significado. Em primeiro lugar, ele quer que a paz aconteça. Sinaliza também que há falta de paz e que a paz que o Evangelho prega, anuncia, não é simplesmente os acordos, a não-beligerância”.
Saiba quais serão os desafios do novo papa
Dom Wilson também refletiu sobre as expectativas e responsabilidades que recaem sobre o novo papa. Segundo ele, Leão XIV enfrentará questões internas e externas da Igreja, exigindo sabedoria para manter os princípios do Evangelho e responder aos dilemas contemporâneos.
“Há uma realidade interna da Igreja que sempre estará muito presente, que é não se desviar daquilo que é o ensinamento do Evangelho. Voltar sempre isso. E mais, ler o evangelho de tal forma que possamos encontrar a nossa realidade do mundo de hoje. Penso que isso é bastante amplo, mas fazer isso no macro e no micro é alguma coisa que se espera do Papa Leão XIV”, disse.
O arcebispo também destacou o papel diplomático que o Vaticano pode desempenhar em um cenário internacional conturbado: “Uma outra coisa é buscar esses caminhos de como colaborar para que haja paz. Mesmo nos conflitos atuais, a Santa Sé sempre é chamada a atuar de alguma forma”.
