A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 provocou mais do que frustração entre os torcedores. Um levantamento da Orbit Data Science mostra que, após a queda da seleção brasileira, cresceu o pessimismo sobre o futuro do país em Mundiais.
O estudo analisou 7.855 conversas públicas no X, Instagram e TikTok entre 20 de abril e 6 de julho. Segundo a pesquisa, a reação inicial foi marcada principalmente pela frustração: 63% das publicações relacionadas à eliminação expressaram decepção direta com o resultado.




Na sequência, parte da torcida passou a olhar para o futuro com descrença. De acordo com o levantamento, 41% dos comentários indicam que o Brasil não voltará a conquistar uma Copa do Mundo. Outros 17% ainda acreditam no hexacampeonato em 2030, enquanto 16% direcionam as expectativas para a Copa do Mundo Feminina de 2027. Já 13% enxergam com otimismo o início de um novo ciclo da seleção brasileira.
Torcedores
Os torcedores também buscaram explicações para a eliminação. Entre os comentários analisados, 12% atribuíram a queda ao desempenho da equipe, 5% apontaram falta de entrosamento e outros 5% responsabilizaram o pênalti desperdiçado, defendendo que Vini Jr. deveria ter sido o cobrador.
As críticas também atingiram questões estruturais da seleção. Segundo a pesquisa, 23% afirmam que a atual geração de jogadores não corresponde ao peso da camisa do Brasil, enquanto 12% pedem a saída do técnico Carlo Ancelotti. Também aparecem cobranças direcionadas à CBF, às convocações e ao projeto esportivo da equipe.
Apesar do cenário de pessimismo, o levantamento identificou sinais de renovação entre os torcedores. Entre as manifestações positivas relacionadas aos jogadores, 32% demonstram alívio por Neymar deixar de ser a principal referência da seleção. Endrick lidera as menções de esperança para o futuro, com 19%, seguido por Martinelli e Vini Jr., ambos com 11%.
“Endrick, Vini Jr. e Martinelli deixam o torneio com um capital simbólico determinante. Durante a competição, a torcida escolheu progressivamente os três como protagonistas do próximo ciclo da seleção, responsáveis por carregar os sonhos e a identidade do futebol brasileiro nos próximos anos”, afirmou.
