A advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi transferida na manhã desta sexta-feira (22/05) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A mudança aconteceu após prisão preventiva durante investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. As informações são da CNN Brasil.
O secretário de Segurança Pública paulista, Nico Gonçalves, confirmou a transferência. Até então, Deolane permanecia na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, localizada na Zona Norte da capital paulista.


Unidade prisional fica a cerca de 670 quilômetros da capital
A saída da unidade prisional aconteceu por volta das 5h da manhã. A penitenciária de destino fica em Tupi Paulista, município localizado a aproximadamente 670 quilômetros da cidade de São Paulo.
Segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária, a Penitenciária Feminina de Sant’Ana opera acima da capacidade prevista para detentas.
Deolane foi presa na quinta-feira (21/05) durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Presidente Prudente em conjunto com a Polícia Civil.
As investigações apontam que a influenciadora faria parte da estrutura financeira ligada ao PCC. Para os investigadores, Deolane atuava como “verdadeiro caixa” da facção criminosa.
Promotor afirma que influenciadora integra “nova face” do PCC
Em entrevista à CNN Brasil, o promotor Lincoln Gakiya afirmou que Deolane integraria a “arquitetura financeira” da organização criminosa desde 2022.
Segundo o promotor, a chamada “nova face” do PCC envolve pessoas sem vínculo formal com a facção, mas com atuação voltada à movimentação financeira e ocultação de recursos ilícitos.
A investigação também aponta proximidade entre Deolane e familiares de Marcos Willians Herbas Camacho e Alejandro Camacho, incluindo participação em viagens, encontros e festas familiares.
Bilhetes apreendidos deram origem à investigação
As apurações começaram em 2019 após apreensão de manuscritos e bilhetes com presos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
Segundo investigadores, os documentos descreviam movimentações internas do PCC e citavam uma “mulher da transportadora”, apontada como colaboradora em ações contra agentes públicos.
As diligências levaram à identificação da empresa Lopes Lemos Transportes, apontada pela polícia como instrumento utilizado para lavagem de dinheiro da facção criminosa.
Durante a Operação Lado a Lado, investigadores apreenderam um celular com conversas e comprovantes bancários que, segundo a polícia, conectariam Deolane a Everton de Souza.
De acordo com o relatório policial, comprovantes de depósitos destinados a contas ligadas à influenciadora apareceram no aparelho apreendido.
A investigação segue sob responsabilidade do Gaeco de Presidente Prudente e da Polícia Civil de São Paulo. As defesas dos investigados negam irregularidades.
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