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Filha de Junior Lima e Monica Benini enfrenta síndrome rara; saiba detalhes

Cantor compartilha diagnóstico de síndrome nefrótica da filha de 3 anos e alerta sobre a importância do tratamento
Filha de Junior Lima e Monica Benini enfrenta síndrome rara; saiba detalhes

Na terça-feira, 22 de julho, Junior Lima emocionou seus seguidores ao revelar que sua filha, Lara, de apenas três anos, foi diagnosticada com uma condição de saúde rara. A menina, fruto do casamento com a designer Monica Benini, enfrenta a síndrome nefrótica, uma doença que afeta diretamente o funcionamento dos rins e exige acompanhamento médico contínuo.

O primeiro sinal do problema veio de forma inesperada, como contou Monica. “A gente começou a suspeitar que a Lara estava com uma alergia. O olho dela inchava e a gente levou em médico, em alergista, em pediatra. Ela chegou a tomar medicação para alergia”. Mesmo com o tratamento inicial, o inchaço nos olhos persistiu, levando o casal a buscar novas opiniões médicas. Foram várias consultas e exames até que o diagnóstico correto foi fechado.

“Com o tempo, a gente conseguiu o diagnóstico de que, na verdade, a Lara estava com uma doença chamada síndrome nefrótica. É uma síndrome que afeta os rins. É muito sério, se não tratado”, explicou Junior Lima, que também relatou os momentos difíceis vividos pela família até que o tratamento começasse a surtir efeito. O cantor detalhou que a filha precisou iniciar um protocolo rigoroso com medicamentos potentes, que nem sempre garantem resultados positivos. Felizmente, Lara respondeu bem desde o início.

“O tratamento é muito intenso, com remédio bem forte. Nem toda criança responde a esse tratamento, então a gente passou por um período muito tenso em que a gente não sabia como é que seria. Graças a Deus, a Lara respondeu bem o tratamento. Ela tá super bem, tá se recuperando, tá em remissão”, afirmou o músico, aliviado.

Ainda que a fase crítica tenha passado, os cuidados permanecem, principalmente por conta da imunidade baixa causada pelos medicamentos. Junior fez questão de deixar um recado aos fãs: “Não estranhem, porque provavelmente vocês vão acabar vendo a gente por aí com máscara em lugar onde tem muita gente, porque a gente realmente não pode trazer nenhuma virose para casa”, disse o cantor.

O que é a síndrome nefrótica e como identificá-la

A nefrologista Dra. Daphnne Camaroske Lopes, da Fenix Nefrologia, explicou em entrevista ao Alfinetei, que a síndrome nefrótica é uma condição renal rara, que costuma afetar mais as crianças do que os adultos. O problema ocorre quando os glomérulos, pequenos vasos sanguíneos que filtram o sangue nos rins, são danificados, provocando uma perda elevada de proteínas pela urina.

Entre os principais sinais da doença estão o inchaço ao redor dos olhos, nos pés e tornozelos, urina com aspecto espumoso e aumento de peso provocado pela retenção de líquidos no corpo.

O diagnóstico é feito a partir de avaliação clínica, onde o médico identifica sinais como o inchaço generalizado, conhecido como anasarca. Também são solicitados exames de urina para verificar a perda de proteínas e exames de sangue que apontam níveis baixos de albumina e aumento do colesterol. Segundo especialistas, em crianças geralmente não é necessário realizar biópsia renal, porque a causa mais comum é uma alteração chamada lesões mínimas. Já em adultos, o exame é indicado para identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado.

Além disso, a nefrologista explicou que o tratamento padrão para crianças é feito com corticoides, sempre sob supervisão de um especialista. Além disso, um acompanhamento multiprofissional, incluindo nutricionistas, é essencial. “A nutricionista tem um papel importante a fim de manter uma dieta adequada com baixo teor de sódio e restrição de líquidos em alguns casos”, informou a médica.

Quanto à cura, a Dra. Daphnne esclareceu que “a maioria dos casos de síndrome nefrótica em crianças geralmente respondem bem ao tratamento e entram em remissão, evoluindo para cura. Já em adultos, depende da causa subjacente e muitas vezes podem evoluir para doença renal crônica”.

Sobre prevenção, a especialista ressaltou que em crianças não há formas específicas de evitar a síndrome, sendo essencial o diagnóstico precoce. Já para adultos, a prevenção está ligada ao controle de doenças como diabetes, lúpus e ao uso controlado de medicamentos, especialmente anti-inflamatórios não hormonais.

alfinetei

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