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Irmã de Deolane denuncia ameaça de morte e intolerância religiosa na prisão

Irmã de Deolane denuncia ameaça de morte e intolerância religiosa na prisão

A coluna Fábia Oliveira teve acesso, na quarta-feira (21/10), a um termo de declarações registrado na Polícia Civil de São Paulo. No documento, Daniele Bezerra, irmã e advogada de Deolane Bezerra, relata supostas irregularidades que teriam ocorrido na unidade prisional onde a influenciadora está detida. Entre os episódios mencionados estão uma suposta ameaça de morte feita por uma agente penitenciária e uma denúncia de intolerância religiosa atribuída a outra funcionária.

O documento foi registrado em 16 de outubro. Segundo o relato apresentado por Daniele, ela teria encontrado Deolane chorando durante uma visita no parlatório. A influenciadora teria contado à irmã que recebeu uma ameaça de morte de uma agente identificada como Juliana.

Advogada diz ter buscado identificação das funcionárias

De acordo com o termo, Daniele procurou a diretora de disciplina da unidade, identificada como Samira, para solicitar informações que permitissem identificar formalmente a agente citada pela irmã. O pedido, segundo a declaração, teria sido recusado.

Na sequência, a advogada teria procurado um funcionário chamado Eduardo, que a orientou a encaminhar a solicitação por e-mail. Ainda conforme o documento, até o momento em que o termo foi registrado, as informações solicitadas não haviam sido entregues.

Daniele afirmou também que a defesa de Deolane apresentou uma petição ao juiz corregedor responsável pelo acompanhamento da unidade, com o objetivo de pedir providências em relação ao episódio relatado.

Outro caso citado no documento envolve uma agente identificada como Catarina. Segundo Daniele, a funcionária teria cometido um ato de intolerância religiosa contra Deolane. A advogada declarou ainda que tentou obter a identificação oficial da agente, mas não teria conseguido acesso aos dados.

O termo também registra a afirmação de que Juliana teria defendido que Deolane fosse encaminhada para a convivência com a população carcerária comum. Na avaliação apresentada por Daniele, essa medida entraria em conflito com as prerrogativas profissionais atribuídas à irmã na condição de advogada.

Deolane está presa desde 21 de maio e permanece custodiada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ela é investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro e de participação em organização criminosa. A defesa nega as acusações.

As informações sobre as supostas ameaças e os episódios de intolerância religiosa são baseadas exclusivamente nas declarações prestadas por Daniele à Polícia Civil. O termo apresentado não comprova, por si só, que as condutas atribuídas às agentes penitenciárias tenham ocorrido.

alfinetei

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