O início de um julgamento relacionado à reforma da mansão de Kanye West ocorreu em 2 de março deste ano, nos Estados Unidos, após o responsável pelas obras entrar na Justiça com acusações sobre condições de trabalho e mudanças estruturais extremas na propriedade localizada à beira-mar em Malibu, na Califórnia. A ação judicial inclui alegações de jornada superior a 18 horas diárias, ausência de pagamento superior a US$ 1 milhão e ordens para remover instalações básicas da casa. As informações são do O Globo.
Kanye West adquiriu a residência em 2021 por US$ 57,3 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 301 milhões na cotação atual. O imóvel, situado na Malibu Road, foi projetado pelo arquiteto japonês Tadao Ando e finalizado em 2013 para o banqueiro Richard Sachs. A construção apresenta estrutura de concreto aparente sem pintura ou revestimento, característica marcante do estilo do arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 1995.



Reforma extrema na mansão de Malibu
Após a compra, Kanye West contratou Tony Saxon para coordenar uma ampla transformação no interior da casa. Tony Saxon atuava como vendedor de discos e não possuía licença formal para obras desse tipo. O processo judicial protocolado em setembro de 2023 descreve exigências severas durante a reforma, incluindo permanência contínua no imóvel durante o trabalho e descanso no chão da propriedade.
O processo também relata a retirada de sistemas elétricos, encanamento, janelas e acabamentos internos. A modificação mais incomum envolveu a eliminação completa dos banheiros. “Ele não queria banheiros. Se as pessoas precisassem usar o banheiro, seria um buraco no chão”, disse o advogado Ron Zambrano à Rolling Stone. Ron Zambrano também relatou a intenção de substituir a escada principal por um escorregador conectado a uma piscina.
Tony Saxon supervisionava as obras que, segundo a acusação, não possuíam licenças adequadas. O processo afirma que Kanye West dispensou Tony Saxon após um alerta sobre risco de intoxicação por monóxido de carbono provocado por geradores instalados no imóvel.
A defesa de Kanye West contestou as acusações durante o julgamento. “Saxon estabeleceu um padrão impossível para si mesmo. Ele queria trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ele queria acampar na casa”, afirmou o advogado Andrew Cherkasky à Rolling Stone. Andrew Cherkasky acrescentou: “Vão dizer que ele ficou surpreso ao descobrir que não havia banheiro lá… Ninguém pediu a Saxon para ficar lá, muito menos para passar a noite.”
A propriedade atualmente não pertence mais a Kanye West. O imóvel foi vendido por US$ 21 milhões ao empresário Steven Belmont, fundador da Belwood Investments. Kanye West tentou negociar a residência por US$ 53 milhões, porém o estado da construção exigiu redução significativa do preço.
Steven Belmont colocou a mansão novamente no mercado em 2025 por US$ 39 milhões, mesmo com restauração incompleta. Posteriormente, Steven Belmont ajustou o valor pedido para US$ 34,9 milhões.
