Mauro Sousa informou que discutiu com Rafael Piccin a ideia de formalizar no civil a união de 19 anos, convertendo a união estável em casamento. Mauricio de Sousa, filho do famoso cartunista, explicou que a decisão foi motivada pelo medo de perder direitos como casal. Ele declarou que o debate se tornou mais urgente em função do atual cenário político e da preocupação com os direitos de casais homoafetivos.
A manifestação de Mauro aconteceu após cobranças nas redes sociais para que ele apresentasse um posicionamento político nas Eleições 2026. Após a apuração do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para a segunda etapa da disputa presidencial.
Mauro Sousa está com crise de ansiedade
Em uma publicação no Instagram, Mauro explicou que a conversa com Rafael ocorreu após ele perceber uma preocupação que, até então, não fazia parte da rotina do casal. O executivo afirmou que os dois passaram a considerar o casamento civil como uma forma de formalizar a relação de 19 anos.
“Ontem, eu e o Rafa, meu marido, com quem estou há 19 anos, conversamos sobre a urgência e a necessidade de transformarmos nosso regime de união estável em casamento. Porque, pela primeira vez na vida, sentimos medo de perder os nossos direitos como casal”, contou o ator logo de cara.
“Eu estou com crises de ansiedade como nunca tive antes, que inclusive refletem fisicamente em tremedeiras, gastrite e uma feição muito, muito mais cansada, que é visível a qualquer olhada no espelho. Estou tomando remédios e fazendo o que posso para manter a saúde mental equilibrada”, ele afirmou em seguida.
Pressão do público
O ator então falou da pressão do público: “Ao mesmo tempo, eu senti a autopressão por um posicionamento público como a minha contribuição de cidadão para uma tentativa de mobilização social contra o risco iminente de se perder tudo aquilo que, depois de tantos anos, foi conquistado. Mas eu sabia também que, ao fazer qualquer postagem, eu poderia abalar ainda mais a minha estrutura, que já estava — e ainda está — extremamente fragilizada. Afinal, eu ia cutucar o vespeiro com espeto”.
“E aí veio a principal pergunta: será que me silenciar seria a maneira mais eficiente de me proteger? Será que ficar quieto seria a melhor forma de me curar? E eu cheguei à conclusão de que não. Talvez, para mim, seja justamente o contrário. Expressar, colocar para fora as minhas angústias e os meus medos pode me fazer melhor do que guardar tudo isso dentro de mim, deixando que se acumule e apodreça como uma relação tóxica comigo mesmo”, analisou.
Ameaças sofridas
Mauro Sousa entçao comentou ameaças recebidas anteriormente: “Há pouco mais de quatro anos, quando eu fazia posicionamentos muito mais explícitos e intensos nas minhas redes sociais, eu me lembro da quantidade de ataques que recebia diariamente. Eram mensagens muito pesadas, do tipo: ‘Se eu te vir na rua, vou te espancar com arame farpado’. Aquilo, claro, me abalou profundamente na época.
