O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) afirma que Virginia Fonseca participou de uma estratégia organizada pela Blaze para ampliar a base de apostadores durante a Copa do Mundo de 2026. Conforme a ação civil pública, a influenciadora integrou uma campanha que combinava anúncios reforçados nas partidas do torneio, envio de e-mails promocionais e ações com criadores de conteúdo para incentivar o público a realizar apostas.
Segundo o promotor Paulo Roberto Binicheski, responsável pelas investigações conduzidas pela Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon), a participação de Virginia “não foi episódica”, mas inserida em um “modelo sistemático e estruturado de captação de apostadores” desenvolvido pela Blaze durante a realização da Copa do Mundo de 2026. Ainda de acordo com o MPDFT, a empresa concentrou esforços publicitários justamente no período das partidas, buscando aproveitar o grande interesse do público pelo campeonato e o envolvimento emocional gerado pelo evento esportivo para estimular as apostas.




MP afirma que estratégia alcançava diferentes frentes de divulgação
Na petição tornada pública pela coluna Grande Angular, o Ministério Público descreve que a estratégia atribuída à Blaze funcionava de maneira simultânea em diferentes canais. Além da participação de influenciadores digitais com grande alcance nas redes sociais, a empresa teria investido em publicidade durante os jogos, enviado mensagens promocionais por e-mail e utilizado modelos de remuneração relacionados ao desempenho financeiro da plataforma.
O órgão também sustenta que as ações de divulgação tinham como foco pessoas em situação de hipervulnerabilidade econômica. Conforme a ação, esse público seria atraído pela expectativa de obter renda adicional por meio das apostas e pela influência exercida por personalidades responsáveis pela promoção da plataforma.
As investigações sobre a Blaze, segundo o MPDFT, começaram em 2023. As apurações identificaram campanhas com celebridades e influenciadores digitais que promoviam a plataforma com promessas de ganhos rápidos e fáceis para atrair consumidores.
A ação civil pública afirma ainda que, naquele período, a empresa operava sem autorização federal para explorar apostas de quota fixa.
O processo tem origem em um inquérito civil instaurado para apurar as atividades da plataforma de apostas on-line Blaze, conforme já havia sido divulgado anteriormente pela coluna Grande Angular.
