Em entrevista ao Brito Podcast, Léo Santana criticou fortemente a maneira como os rankings do Spotify funcionam. Segundo o cantor, há uma distorção dos resultados reais em relação aos streamings que as músicas recebem e ainda indica que muitas canções que atingem o topo da plataforma não têm a mesma popularidade nas ruas.
Como exemplo, Léo diz que “Zona de Perigo” teve um impacto significativo, ficou na boca do povo, mas não atingiu o topo na plataforma de streaming de música. Além disso, ele ainda questiona algumas músicas que de fato estão no Top 100, que ele considera desconhecidas para o público em geral. “Tem canções, cara, que apareceu no Top 100, mas, desculpa, de quem é, irmão?”, pergunta.
“Tem canções que têm batido número 1, mas que eu nunca ouvi. É diferente você ouvir o número 1 do país que está sendo executada de verdade. Exemplo é ‘Zona de Perigo’, ‘Posturado e Calmo’, que não bateu top 1, mas ficou no top 20 e parecia top 1 no país, que estava todo mundo executando, era samba, era sertanejo, era fazendo a brincadeira, o desafio”, explica o artista.
Por fim, Léo Santana deixa claro que não quer prejudicar ou desmerecer o trabalho dos outros artistas, mas sim chamar a atenção para a discrepância que está presente nos charts em comparação ao realmente está tocando nas ruas.
“Não é desmerecer, nem desfavorecer o trabalho, mas é porque realmente eu não ouvia e trabalho na rua, eu vivo dessa parada aqui, estou o tempo todo vendo tudo, ouvindo as coisas. Acabou virando uma parada muito mais de dinheiro do que resultado, de povo realmente na rua, sabe? Eu tenho canções nos shows que são uma loucura das pessoas cantarem de forma ensurdecedora e nunca atingiram nenhum chart das plataformas”, justifica.
